Biden envia mais mil militares ao Afeganistão para restabelecer voos em Cabul

Nova tropa deve aumentar para 7 mil o número de soldados norte-americanos no país; foi aberta investigação para apurar se um oficial ficou ferido durante tumulto no aeroporto

  • Por Jovem Pan
  • 16/08/2021 14h40 - Atualizado em 16/08/2021 17h21
EFE/EPA/STRINGEREUA querem garantir operação do aeroporto de Cabul, palco de cenas de caos

O Pentágono anunciou na tarde desta segunda-feira, 16, que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o envio de mais mil soldados ao Afeganistão para “restabelecer a segurança” na parte civil do aeroporto de Cabul. Eles são da 82ª equipe de brigada aérea de combate, estão no Kuwait e se somarão a outros 6 mil soldados destacados no país da Ásia Central no momento. De acordo com o porta-voz do Pentágono, John Kirby, 2,5 mil soldados guardam o aeroporto internacional Hamid Karzai e outros 500 devem se juntar a eles nas próximas horas. Com isso, as operações aéreas do aeroporto devem ser retomadas. No fim do domingo, 15, e ao longo de toda a manhã desta segunda, cenas de caos foram registradas na pista de pouso e decolagem do país, com centenas de pessoas tentando escalar aviões da força aérea norte-americana para fugir do local. Alguns foram pisoteados, outros caíram de uma aeronave após a decolagem e pelo menos dois — que, segundo os EUA, estavam armados — foram mortos por tiros de arma de fogo disparados por soldados.

Por causa da situação no aeroporto, os EUA chegaram a paralisar momentaneamente a saída de aeronaves militares de Cabul. O governo pretende tirar 30 mil pessoas do país, entre cidadãos americanos e afegãos que pediram asilo por perseguição. Entre os refugiados estão juízes e defensores dos direitos humanos. Relatos preliminares do Pentágono indicam que um soldado pode ter sido ferido em meio ao caos no terminal aéreo, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente. Após afirmar que não voltaria atrás com a retirada dos militares americanos e sugerir que as tropas afegãs deveriam “lutar por elas mesmas”, o presidente Joe Biden afirmou nas redes sociais que fará um pronunciamento às 15h45 no horário local (16h45 no horário de Brasília).