Biden lidera em Michigan e Wisconsin, estados que podem definir as eleições

Ultrapassado pelo democrata, Donald Trump deve pedir a recontagem dos votos em Michigan, considerado de grande importância para definição do próximo presidente dos Estados Unidos

  • Por Bárbara Ligero
  • 04/11/2020 12h57 - Atualizado em 04/11/2020 15h28
EFE/EPA/KEVIN DIETSCH / POOLO democrata Joe Biden discursa ao lado de sua esposa Jill na noite de terça-feira (3)

O candidato do partido democrata Joe Biden está liderando, ainda que com pequenas margens de diferença, a apuração em dois estados-chave para as eleições presidenciais dos Estados Unidos. No Michigan, 49,7% dos votos são favoráveis a ele, contra 48,8% dos votos para o presidente Donald Trump. Wisconsin, por sua vez, possui 49,6% de escolhas favoráveis ao democrata e 48,9% ao republicano. As duas localidades já contabilizaram 95% de suas cédulas até às 15h30 do horário de Brasília desta quarta-feira (4). Nas eleições de 2016, ambos os estados romperam com as expectativas ao elegerem Trump para a presidência, quebrando assim um longo histórico de preferência por democratas.

A vantagem de Biden em Michigan e Wisconsin pode ser reforçada com o início da contagem dos votos enviados pelo correio, já que estima-se que a maior parte das pessoas que votaram dessa maneira são favoráveis ao partido democrata. A expectativa é que esse fator também favoreça uma virada de Biden sobre Trump na Geórgia, onde até o momento o republicano lidera com 50,5%. Essas conquistas se tornaram essenciais para a campanha democrata depois da derrota na Flórida e em Ohio, onde Biden esperava vencer.

Os Estados Unidos ainda aguardam os resultados no Alasca, na Carolina do Norte, na Geórgia, em Nevada e na Pensilvânia, onde a contagem dos votos ainda pode demorar. Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a maior demora do país está sendo a de Pensilvânia, que até a manhã desta quarta-feira (4) só tinha contado 5,3 milhões de votos. Até agora, 54% dos votos desse estado são favoráveis a Trump, contra 44,8% dos votos para Biden.

Ainda na tarde desta quarta-feira (4), a campanha do presidente Donald Trump anunciou que pedirá a recontagem dos votos de Wisconsin, estado que representa 10 pontos no Colégio Eleitoral. O pedido é um direito do candidato que estiver com uma diferença de 1% do vencedor. O gerente da campanha republicana, Bill Stepien, afirmou à mídia norte-americana que “tem havido relatos de irregularidades em vários condados de Wisconsin, que levantam sérias dúvidas sobre a validade dos resultados”. A gerente de Joe Biden, Jen O’Malley Dillon, respondeu: “Nós vamos vencer em Wisconsin, com ou sem recontagem”.