Casa Branca diz que Rússia será ‘responsabilizada’ se opositor de Putin morrer na prisão

Alexei Navalny, líder da oposição, está em greve de fome desde o dia 31 de março como forma de pressionar o governo da Rússia a lhe conceder tratamento médico

  • Por Jovem Pan
  • 19/04/2021 16h37 - Atualizado em 19/04/2021 20h11
EFE/EPA/YURI KOCHETKOVAlexei Navalny foi condenado a três anos e meio de prisão ao retornar para a Rússia

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o governo russo será “responsabilizado” pela comunidade internacional se o líder da oposição Alexei Navalny morrer na prisão. Navalny está em greve de fome desde o dia 31 de março como forma de pressionar o governo da Rússia a lhe conceder tratamento médico na colônia penal da cidade de Pokrov. O político, que está cumprindo pena de dois anos e meio de prisão por acusação de corrupção, sofre de dores nas costas e perda de sensibilidade em ambas as pernas. “O que acontece com Nevalny sob custódia do governo russo é responsabilidade do governo russo. Eles serão responsabilizados pela comunidade internacional”, disse Psaki, de acordo com o jornal britânico Independent.

Nos últimos dias, as tensões entre os Estados Unidos e a Rússia cresceram. Em 15 de abril, Washington impôs sanções a Moscou que proíbem instituições financeiras americanas de comprar diretamente novos títulos da dívida soberana russa. O governo de Joe Biden acusa os russos de interferir na eleição presidencial de 2020. Em um discurso na semana passada, o líder da Casa Branca afirmou que poderia tomar novas medidas caso a Rússia continuasse, segundo avaliação dele, a interferir na democracia americana. “Não podemos permitir que uma potência estrangeira interfira impunemente em nosso processo democrático”, declarou o democrata na ocasião. Na coletiva desta segunda-feira, Psaki confirmou que o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, conversou nesta data com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolay Patrushev. Segundo a porta-voz, os dois destacaram a importância de manter um diálogo a fim de normalizar as relações bilaterais.

*Com informações do Estadão Conteúdo