Cepa britânica do coronavírus é mais mortal, diz Boris Johnson

Estudos anteriores sugerem que a variação se espalha entre 30% e 70% mais rápido do que a original; novas conclusões científicas indicariam que ela também causa mais mortes

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2021 15h09 - Atualizado em 22/01/2021 15h21
EFE/EPA/ANDY RAIN Boris Johnson anunciou que a nova cepa do coronavírus pode ser 30% mais mortal

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, relatou que algumas evidências indicam que a nova cepa do coronavírus detectada no país é mais mortal que a primeira. “Além de se espalhar mais rapidamente, também parece que há evidências de que a nova variante – a variante que foi detectada em Londres e no sudeste – pode estar associada a um grau mais alto de mortalidade”, afirmou durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 22. De acordo com a emissora de televisão britânica BBC, a informação chegou ao governo através dos cientistas que compõem o Grupo Consultivo de Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes (NERVTAG, na sigla em inglês). A nova cepa faria com que o Sars-Cov-2 causasse 30% mais mortes, o que explicaria os recordes diários de óbitos por Covid-19 que o país vem registrando nas últimas semanas. Só nas últimas 24 horas, foram 1.401 vítimas.

O principal assessor científico do governo, Patrick Vallance, explicou que uma média de 10 a cada 1.000 pessoas morriam no Reino Unido com a antiga versão do coronavírus. Desde que a nova variante foi detectada, a média passou a ser de 13 óbitos a cada 1.000 infectados. No entanto, Vallance afirmou que os dados colhidos até agora ainda não tem força suficiente. “Quero enfatizar que há muita incerteza em torno desses números e precisamos de mais trabalho para ter uma noção mais precisa sobre isso”, disse. Além disso, ele ressaltou que não existem evidências de que a nova variante seja mais resistente às vacinas contra a Covid-19.

Estudos anteriores sugerem que a nova cepa do coronavírus se espalha entre 30% e 70% mais rápido do que a original, fenômeno que as autoridades britânicas dizem ter sido responsável pelo aumento de casos de Covid-19 e pela atual sobrecarga no sistema de saúde do país. Outras variantes do coronavírus já foram detectadas na África do Sul e no Brasil.