Chanceler do Irã acusa Israel de cometer crimes de guerra no Conselho de Direitos Humanos da ONU
A ofensiva militar de Israel contra o Irã é uma “traição” ao processo diplomático com os Estados Unidos, denunciou nesta sexta-feira (20) o ministro das Relações Exteriores e principal negociador do controverso programa nuclear iraniano, Abbas Araghchi. “Fomos atacados em meio a um processo diplomático. Deveríamos nos reunir com os americanos em 15 de junho para elaborar um acordo muito promissor”, afirmou o chanceler no Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, pouco antes de encontrar seus homólogos da França, Reino Unido e Alemanha em um hotel na cidade suíça.
Abbas Araghchi, afirmou que os bombardeios israelenses contra instalações nucleares no Irã configuram “graves crimes de guerra”. “Nós estamos determinados a defender a nossa integridade territorial e soberania com toda a força”, declarou Araqchi, reforçando a posição do país diante da escalada de tensão. Ele também mencionou que estava prevista uma reunião entre Irã e Estados Unidos no dia 15 de junho, voltada para o debate sobre o programa nuclear iraniano, mas o encontro foi cancelado após os ataques israelenses. “Os ataques de Israel foram uma traição à diplomacia”, disse o ministro.
O diálogo sobre o programa nuclear iraniano entre o chefe da diplomacia iraniana e seus homólogos da UE, França, Alemanha e Reino Unido começou nesta sexta em Genebra. Os europeus querem aproveitar esta oportunidade para reativar as conversações sobre o programa nuclear iraniano e dar uma chance à diplomacia no oitavo dia da guerra entre o Irã e Israel.
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O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu nesta sexta-feira (20) a Israel e ao Irã, assim como às “potenciais partes” que possam intervir no conflito, que deem “uma oportunidade à paz”. “Às partes em conflito, às potenciais partes em conflito e ao Conselho de Segurança, que representa a comunidade internacional, tenho uma mensagem simples e clara: deem uma oportunidade à paz”, disse.
*Com AFP
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