Chefe do órgão eleitoral do Peru pede demissão em meio à apuração das eleições gerais

Piero Corvetto Salinas renunciou após crescente pressão pelo atraso do resultado do pleito, problemas logísticos no dia da votação e alegações de fraude

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2026 16h17 - Atualizado em 21/04/2026 19h35
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LUIS ROBAYO / AFP Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica. O resultado do primeiro turno do pleito presidencial sairá até 15 de maio

O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol), Piero Corvetto Salinas, renunciou ao cargo nesta terça-feira (21) em razão da crescente pressão sobre os resultados das eleições gerais que estão atrasados. Ele compartilhou a sua carta de demissão no X (ex-Twitter).

Salinas, em outra ocasião, reconheceu os atrasos logísticos no processo eleitoral, mas negou a ocorrência de irregularidades. Os atrasos na apuração oficial geraram alegações de fraude por parte de vários candidatos e pedidos de substituição do chefe do ONPE por líderes empresariais e parlamentares.

Após o pleito de 12 de abril, observadores da União Europeia (UE) informaram não ter encontrado evidência de fraude no processo eleitoral peruano.

Na segunda-feira (20), as autoridades eleitorais do Peru começaram a revisar milhares de cédulas contestadas devido a inconsistências, falta de informações ou erros nas folhas de contagem. O processo atrasou ainda mais os resultados finais.

De acordo com o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado do primeiro turno da eleição presidencial será conhecido até 15 de maio.

A apuração oficial dos votos praticamente não mudou desde sexta-feira (17). Com quase 94% das cédulas apuradas, a candidata Keiko Fujimori estava com cerca de 17% dos votos, de acordo com a ONPE. O congressista de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga permaneciam em uma disputa apertada pelo segundo lugar, com 12,0% e 11,9% dos votos, respectivamente — uma margem de aproximadamente 14.000 votos que continua a flutuar.

Com informações de Reuters

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