China debate com OMS possível uso mundial de suas vacinas contra a Covid-19

A coordenadora de medicamentos essenciais da OMS afirmou que a China já tem quatro vacinas que foram autorizadas para utilização em casos de emergência

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2020 12h12
Jerome Favre/EFEA China foi o berço da Covid-19

A China já solicitou um “debate preliminar” com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que o órgão internacional avalie as vacinas contra Covid-19 desenvolvidas no país asiático e possa dar a liberação posterior para que seja utilizada em outros países. A coordenadora de medicamentos essenciais da OMS na região do Pacífico Ocidental, Socorro Escalante, afirmou nesta terça-feira, 6, durante entrevista coletiva virtual que a China já tem quatro vacinas que foram autorizadas para utilização em casos de emergência. “A China já entrou em contato com a OMS para uma discussão preliminar para participar da lista de uso emergencial dessas vacinas. Por meio desse mecanismo, a avaliação da qualidade, segurança e eficácia dessas vacinas poderia ser facilitada, e então elas poderiam estar disponíveis para nossa autorização em outros países”, explicou Escalante.

A coordenadora destacou que “a disposição da China em discutir com a OMS sobre a possibilidade de (suas vacinas) serem listadas para uso emergencial é um muito bom indicador de solidariedade nesta região e de apoio para que outros países tenham acesso às vacinas”. Questionada especificamente sobre se as vacinas chinesas serão disponibilizadas mais cedo para seus vizinhos asiáticos, a representante da OMS disse que “os princípios são os mesmos para todas as vacinas, e o objetivo da OMS é garantir que todos os países tenham acesso às primeiras vacinas com garantia de segurança, eficácia e qualidade”, afirmou.

A China tem cinco possíveis vacinas contra a Covid-19 na última fase dos testes clínicos, das quais quatro são desenvolvidas inteiramente por empresas nacionais e a quinta é uma colaboração entre a chinesa Fosun, a alemã Biontech e a americana Pfizer.

*Com informações da Agência EFE