Com 17 mil novos casos de Covid-19, Itália desaconselha viagens ao exterior

A Itália, que prorrogou o estado de emergência até 31 de janeiro de 2021, voltou a impor restrições a estabelecimentos comerciais e está desaconselhando seus cidadãos a saírem do país

  • Por Jovem Pan
  • 26/10/2020 17h17
REUTERS/Guglielmo MangiapaneObedecendo novas restrições, proprietário de um bar fecha o seu estabelecimento em Roma mais cedo do que o habitual

Nesta segunda-feira (26), a Itália reportou que foram registrados, só nas últimas 24 horas, mais de 17 mil novos casos de infecção pelo coronavírus. Apesar do número ser inferior ao reportado no domingo (25), é preciso considerar que também foram realizadas menos testagens: 124 mil contra 162 mil na véspera. O boletim do Ministério da Saúde italiano reportou ainda 141 mortes causadas pela Covid-19 no último dia. A Itália, que está vivendo uma nova onda da doença, prorrogou o estado de emergência até 31 de janeiro de 2021 e aplicou novas restrições em espaços públicos. Os bares e restaurantes terão de fechar às 18h, enquanto os cinemas, os teatros e as academias estão completamente proibidos de sequer abrir.

Adicionalmente, o Ministério das Relações Exteriores da Itália pediu em comunicado que seus cidadãos não viajem ao exterior “exceto por razões estritamente necessárias”. O motivo seria o aumento no número de casos de coronavírus na Europa como um todo. A nota acrescenta que, devido ao alto número de infecções no continente, “não podem ser excluídas futuras restrições adicionais que possam complicar qualquer reentrada na Itália”. O órgão faz o mesmo alerta em relação a destinos mais longínquos: “problemas similares de repatriação podem ocorrer, com um impacto muito mais grave, no caso de viagens para destinos fora da União Europeia“, alerta. Desde 21 de fevereiro, mais de 542 mil pessoas contraíram a Covid-19 na Itália, sendo que 236 mil estão atualmente com a doença – a maioria em isolamento em suas residências, com sintomas leves ou mesmo assintomáticas.

*Com informações da EFE