Comissão Europeia pede suspensão do fechamento de fronteiras com o Reino Unido

Proibições de viagens de entrada e saída do território britânico, após a descoberta de uma nova cepa do coronavírus, causaram distúrbios nas entradas

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2020 14h48 - Atualizado em 22/12/2020 15h37
EFE/EPA/VICKIE FLORESA Comissão Europeia lembrou que o Brexit ainda está em período de transição, o que garante a livre circulação dos cidadãos

A Comissão Europeia pediu que os seus países-membro retirem suas restrições contra o Reino Unido. “As viagens essenciais e o trânsito de passageiros devem ser facilitadas. As proibições de voos e trens devem ser suspensas, dada a necessidade de garantir viagens essenciais e evitar interrupções na cadeia de abastecimento”, disse a entidade em comunicado divulgado nesta terça-feira, 22. Pelo menos dez países da União Europeia fecharam suas fronteiras com o território britânico depois que uma nova cepa do coronavírus foi descoberta no país, o que causou distúrbios principalmente nas estradas que levam ao Canal da Mancha, onde a França impediu caminhões de fazerem a travessia de balsa. A Comissão Europeia lembrou que, apesar do período de transição do Brexit estar próximo do fim, a liberdade de circulação continua sendo aplicada ao Reino Unido, de forma que os cidadãos devem ser isentos de restrições, desde que sejam submetidos a um teste de Covid-19 ou quarentena. Por outro lado, os transportadores não serão obrigados a testarem negativo ou cumprirem o período de isolamento.

Apesar disso, a entidade reiterou que é importante tomar medidas temporárias rápidas para limitar a propagação da nova cepa do coronavírus e desencorajar as viagens não essenciais. A partir do dia 1º de janeiro, a legislação comunitária deixará de ser aplicada totalmente ao Reino Unido, que será considerado, para todos os efeitos, um país terceiro em relação à União Europeia com o Brexit. Isto implica que as viagens não essenciais do Reino Unido podem ser proibidas durante a pandemia.

*Com informações da EFE