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Coreia do Sul começa votação para eleger presidente

Seções eleitorais abriram às 06h00 (18h00 de segunda-feira em Brasília) e fecharão às 20h00 (08h00 de terça-feira), quando serão divulgadas as primeiras pesquisas de boca de urna

Sarah Américo

eleição coreia do sul
eleição coreia do sul Pedro Pardo / AFP

Os sul-coreanos começaram a votar nesta terça-feira (3, data local) para eleger seu novo presidente e pôr fim a seis meses de caos político causados pela tentativa fracassada do ex-chefe de Estado Yoon Suk Yeol de impor a lei marcial. O candidato de centro-esquerda Lee Jae-myung parte como favorito nesta eleição de turno único, frente ao conservador Kim Moon-soo. As seções eleitorais abriram às 06h00 (18h00 de segunda-feira em Brasília) e fecharão às 20h00 (08h00 de terça-feira), quando serão divulgadas as primeiras pesquisas de boca de urna. A quarta maior economia da Ásia atravessa um período de instabilidade política desde o início de dezembro, quando o conservador Yoon declarou por algumas horas a lei marcial e enviou o exército à Assembleia Nacional, dominada pela oposição.

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Desde esse episódio, houve vários presidentes interinos. Yoon foi suspenso, acusado de insurreição, preso após semanas de resistência e, finalmente, destituído pelo Tribunal Constitucional. As pesquisas apontam como favorito o líder da oposição, Lee Jae-myung. O ex-advogado de 61 anos e líder do Partido Democrata de centro-esquerda teria 49% dos votos, segundo uma pesquisa recente do instituto Gallup. Atrás dele, com 35% das intenções de voto, aparece o ex-ministro do Trabalho Kim Moon-soo, do Partido do Poder Popular, ao qual pertencia Yoon.

O país de 52 milhões de habitantes, que passou a um regime democrático em 1987, ficou fortemente polarizado pela crise política da lei marcial, que, segundo analistas, será determinante no voto. O futuro presidente enfrentará uma crise econômica crescente, uma das menores taxas de natalidade do mundo e o aumento do custo de vida. Também terá que lidar com a ameaça de uma Coreia do Norte imprevisível, com arsenal nuclear, e com a disputa entre os Estados Unidos, garantidor de sua segurança, e a China, seu principal parceiro comercial.

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*Com informações da AFP