Egito cobra multa de US$ 1 bilhão de navio que encalhou no Canal de Suez

O cargueiro Ever Given está sendo impedido de deixar a região antes que o valor seja pago; além dos impactos econômicos, bloqueio da via marítima pode ter causado aumento na poluição local

  • Por Jovem Pan
  • 13/04/2021 16h07
EFE/EPA/Media Suez Canal Head OfficeA empresa japonesa Shoei Kisen, dona do Ever Given, confirmou que está negociando com as autoridades egípcias

Apesar de ter sido desencalhado do Canal de Suez no último dia 29, o porta-contêineres Ever Given ainda está ancorado na região porque o Egito está exigindo o pagamento de uma multa de US$ 1 bilhão como compensação pelos danos gerados durante a semana de bloqueio. A Autoridade do Canal de Suez (SCA) afirmou à imprensa local que o navio não será liberado para seguir viagem até a investigação seja concluída e o valor, quitado. A quantia teria sido calculada com base na perda de taxas de uso da rota, já que algumas embarcações optaram por não esperar na fila e fazer uma rota alternativa contornando a África do Sul. Também entraram na conta os danos que as drenagens causaram à via, as despesas com os esforços de desencalhamento e outros custos com equipamentos. A empresa japonesa dona do Ever Given, Shoei Kisen, confirmou estar negociando o pagamento com as autoridades locais.

Bloqueio do Canal de Suez também causou aumento na poluição

A emissora de televisão britânica BBC também denunciou que o congestionamento causado pelo Ever Given no Canal de Suez causou um aumento na poluição do ar. A concentração de dióxido de enxofre (SO2), subproduto dos óleos combustíveis que são queimados pelos motores dos navios, aumento cinco vezes durante o bloqueio na extremidade norte da via, próxima ao Mar Mediterrâneo. Apesar das embarcações terem desligado os seus motores principais, as caldeiras e unidades de força auxiliares continuaram funcionando e satélite Sentinel-5P, que pertence à União Europeia, foi capaz de registrar o aumento do SO2 na atmosfera local.