Estado Islâmico reivindica atentado que deixou dois mortos em Londres

O premiê Boris Johnson visitou a ponte neste sábado (30) e defendeu a necessidade de assegurar que terroristas cumpram integralmente as suas penas

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2019 09h02
Reprodução/TwitterAtentado com homem armado com uma faca aconteceu nesta sexta-feira (29) na Ponte de Londres.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque com arma branca realizado por um homem nesta sexta-feira (29) nas imediações da London Bridge, em Londres, que deixou três pessoas mortas, incluindo o autor das facadas.

“O autor do ataque de ontem em Londres é um combatente do Estado Islâmico”, disse a consultora especializada em terrorismo jihadista “SITE”, reproduzindo uma mensagem da agência “Amaq”, ligada ao EI e cujas contas nas principais redes sociais foram bloqueadas nos últimos dias pelas autoridades.

Segundo o comunicado obtido pelo “SITE”, o ataque foi realizado em resposta aos apelos para atacar a população de países da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que luta contra o EI e matou o líder e fundador do grupo jihadista, Abu Bakr al Baghdadi, em outubro.

O terrorista que esfaqueou duas pessoas até a morte e feriu outras três na sexta tinha sido libertado da prisão há um ano, depois de cumprir metade de uma pena de 16 anos por planejar ataques na capital britânica.

Usmar Khan, de 28 anos, identificado pela polícia como o autor do ataque, pertencia a uma célula inspirada na Al Qaeda que foi desmantelada antes de realizar um grande ataque nas semanas que antecederam o Natal de 2010.

Entre os alvos do grupo que a polícia encontrou na época estavam o edifício da Bolsa de Valores, o Big Ben, a Abadia de Westminster, a embaixada dos EUA em Londres e a casa de Boris Johnson, então prefeito da capital britânica e agora primeiro-ministro do Reino Unido.

Johnson visitou a ponte neste sábado e defendeu a necessidade de endurecer as punições a criminosos mais violentos, bem como de assegurar que os terroristas cumpram integralmente as suas penas.

*Com informações da EFE