EUA analisam restos de mísseis para determinar origem de ataques a refinarias sauditas

  • Por Jovem Pan
  • 17/09/2019 15h26
EFERefinaria da estatal saudita Aramco, a maior empresa do mundo no setor

Especialistas dos Estados Unidos estão analisando restos dos mísseis que atingiram duas refinarias de petróleo na Arábia Saudita no fim de semana passado para esclarecer de onde vieram os ataques.

A emissora americana CNN, que citou uma fonte anônima ligada à investigação, afirmou que os especialistas sauditas e americanos estabeleceram “com uma muito alta probabilidade” que o ataque foi efetuado de uma base no Irã próxima à fronteira com o Iraque.

No ataque foram utilizados drones e mísseis de cruzeiro que voaram a baixa altura, segundo a fonte da CNN, que acrescentou que a trajetória dos projéteis revela que chegaram do norte até o campo de Abqaiq, atingido várias vezes no sábado.

A CNN ressaltou que os mísseis atravessaram o sul do Iraque e passaram pelo espaço aéreo do Kuwait antes de alcançarem os alvos no território saudita, as refinarias da estatal Aramco, a maior empresa do mundo no setor. Essas informações não foram confirmadas pelo Pentágono.

A rede de televisão CBS, que cita um funcionário americano de alta patente, afirma que os EUA identificaram a localização exata de onde cerca de 20 drones e mísseis de cruzeiro foram lançados do Irã contra instalações de petróleo sauditas. De acordo a fonte da CBS, o ataque foi lançado do sul iraniano.

A fonte explicou que as baterias antiaéreas sauditas estão viradas para o sul do reino há meses para protegê-lo de qualquer ataque dos rebeldes houthis – que são apoiados por Teerã – no Iêmen, motivo pelo qual não puderam atuar diante de um bombardeio vindo do norte.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, viajará nesta terça-feira à Arábia Saudita para coordenar a resposta dos EUA aos ataques contra as refinarias sauditas. A Casa Branca promete que tomará “qualquer medida necessária” para defender seus interesses e os dos seus aliados.

*Com informações da EFE