EUA criticam ameaças do Hezbollah e reforçam apoio ao governo do Líbano
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste domingo que Washington apoia o governo do Líbano e que ameaças do Hezbollah de derrubada do poder “não terão sucesso”. A declaração, feita no X e depois reforçada em comunicado do Departamento de Estado, veio horas depois de o líder do grupo xiita apoiado pelo Irã, Naim Qasem, rejeitar o desarmamento da organização e pressionar Beirute a abandonar as negociações com Israel.
“A era em que um grupo terrorista mantinha uma nação inteira como refém está chegando ao fim”, escreveu Rubio. Em comunicado, o secretário acusou o Hezbollah de ignorar pedidos das autoridades libanesas para cessar ataques e respeitar o cessar-fogo, de continuar a bombardear posições israelenses e de deslocar combatentes e armamentos para o sul do país.
Em discurso televisionado, Naim Qasem disse que a entrega das armas do grupo equivaleria à sua destruição. “O desarmamento é aniquilação, e não podemos aceitá-lo”, afirmou. Qasem pediu que o governo libanês abandone as conversas com Israel e disse esperar que um eventual acordo entre Washington e Teerã inclua uma trégua também no Líbano.
A declaração ocorre em meio à escalada regional envolvendo Israel, Irã, Líbano e grupos apoiados por Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no fim de semana que as negociações com Teerã avançavam, embora ainda dependessem de definição final. Uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel está prevista para junho, em Washington.
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