Evo Morales desembarca no México, onde recebeu asilo político

  • Por Jovem Pan
  • 12/11/2019 14h59
EFE/ Mario GuzmánSegundo as autoridades mexicanas, Morales corria risco de morte e recebeu auxílio por "razões humanitárias"

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que renunciou ao cargo no último domingo, chegou no início da tarde desta terça-feira (12) no México, onde recebeu asilo. Segundo as autoridades mexicanas, Morales corria risco de morte e recebeu auxílio por “razões humanitárias”.

Morales viajou a bordo de um avião da Força Aérea mexicana que decolou ontem à noite no aeroporto de Chimoré, perto de Cochabamba, seu antigo reduto na Bolívia. A aeronave fez uma escala no Paraguai para reabastecer antes de iniciar um percurso mais longo que o planejado para cruzar a América Latina.

O ex-presidente boliviano chegou ao hangar do Sexto Grupamento Aéreo Internacional, antigo hangar presidencial, do aeroporto da Cidade do México por volta das 11h15 (horário local; 14h15 de Brasília).

O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard Casaubón, afirmou nas redes sociais que “de acordo com as convenções internacionais vigentes, [Evo] está sob proteção do México. Sua vida e integridade estão salvas”.

Na noite de ontem, Morales escreveu no Twitter que “dói abandonar o país por razões políticas, mas que ele estará de volta logo, com mais força e energia”.

Impasse político

O clima de tensão na Bolívia impede que a Assembleia Legislativa se reúna para eleger o sucessor de Morales, que deverá convocar novas eleições. O partido do ex-presidente, o Movimento ao Socialismo (MAS), tem maioria tanto na Câmara dos Deputados como no Senado, mas todas as autoridades legislativas renunciaram.

A senadora opositora Jeanine Añez, que assumiu interinamente a presidência do Senado na segunda-feira (11) após a renúncia de sua predecessora, se transformou uma possível sucessora de Evo ao ocupar o cargo legislativo mais alto depois da renúncia do vice-presidente, Álvaro García, que também era presidente da Assembleia.

Para chegar à presidência, Jeanine precisa ser eleita pela maioria das duas Câmaras.

* Com EFE