Ex-policial que matou George Floyd é condenado a mais 21 anos de prisão

Sentença diz respeito à violação dos direitos civis da vítima; no ano passado, Chauvin já tinha sido condenado a 22 anos pelo assassinato

  • Por Jovem Pan
  • 07/07/2022 22h25
Reprodução / Redes Sociais Derek Chauvin forçou o joelho contra o pescoço de George Floyd durante abordagem policial. Floyd chegou inconsciente ao hospital e morreu Derek Chauvin está preso e respondendo pela primeira condenação, de 22 anos de prisão

Um juiz federal condenou nesta quinta-feira, 07, Derek Chauvin, o ex-policial que sufocou George Floyd até a morte, a mais 21 anos de prisão por violar os direitos civis da vítima. Chauvin já havia sido condenado no ano passado por um tribunal estadual de Minnesota a 22 anos e meio de prisão pelo assassinato de Floyd, dos quais cumprirá 15 anos. O ex-policial de Minneapolis se declarou culpado no último mês de fevereiro por violar os direitos civis de Floyd depois de fechar um acordo com a promotoria para cumprir simultaneamente esta sentença com a que já enfrenta por assassinato. Hoje, Chauvin foi condenado a 21 anos de prisão federal pelo juiz Paul Magnuson, que criticou duramente as ações do ex-policial na morte de Floyd. A promotoria pedia uma pena de 25 anos, enquanto a defesa de Chauvin solicitava um máximo de 20 anos. O crime federal de violação dos direitos civis de uma pessoa acarreta uma série de sentenças que vão desde a prisão à prisão perpétua ou a sentença de morte, dependendo das circunstâncias do crime e das lesões que resultam dele, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.

Floyd morreu em 25 de maio de 2020 depois que Chauvin pressionou o joelho contra seu pescoço por mais de nove minutos enquanto tentava prendê-lo por usar uma nota falsa para pagar uma compra em uma loja. Chauvin estava acompanhado pelos ex-agentes Thomas Lane, Alexander Kueng e Tou Thao, que já foram condenados em fevereiro por violar os direitos civis de Floyd ao não prestar assistência enquanto seu parceiro o sufocava. Seu assassinato, que foi registrado em vídeo por testemunhas na rua, desencadeou uma onda de protestos e motins raciais sem precedentes nos Estados Unidos desde o assassinato de Martin Luther King, no final dos anos 1960.

*Com informações da EFE

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