Explosão de cilindros de oxigênio em hospital no Iraque deixa pelo menos 80 mortos

Dezenas de pessoas que moram perto da instituição ajudaram a retirar as vítimas, em sua maioria idosos e que usavam respiradores

  • Por Jovem Pan
  • 25/04/2021 15h14 - Atualizado em 25/04/2021 17h14
EFE/EPA/MURTAJA LATEEFMais de 20 bombeiros conseguiram apagar as chamas, segundo a Defesa Civil, que relatou que cerca de 90 pacientes foram resgatados

Ao menos 80 pessoas morreram na madrugada deste domingo, 25, em uma explosão de cilindros de oxigênio no hospital Al Khatib, destinado exclusivamente ao tratamento de pessoas com Covid-19, que fica no sudeste de Bagdá, capital do Iraque. Uma fonte do Ministério do Interior do país informou à Agência Efe, sob a condição de anonimato, que a causa da morte das vítimas foi “asfixia”, após a explosão ter causado um grande incêndio no centro médico, que tem 120 leitos. As autoridades iraquianas ainda não divulgaram uma contagem oficial de óbitos. Já a agência de notícias estatal iraquiana “INA” disse que, segundo as investigações iniciais, o incêndio pode ter sido causado não só pela explosão de cilindros de oxigênio em mau estado de conservação, mas também por um curto-circuito no segundo andar do hospital. Mais de 20 bombeiros conseguiram apagar as chamas, segundo a Defesa Civil, que relatou em comunicado que cerca de 200 pacientes foram resgatados.

Dezenas de pessoas que moram perto do hospital ajudaram a retirar as vítimas, em sua maioria idosos e que usavam respiradores. A comissão pública de Direitos Humanos do Iraque pediu ao governo que assuma a responsabilidade pelo episódio e exigiu a renúncia do ministro da Saúde, lembrando as deficiências do sistema do país, especialmente em meio à pandemia. O primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al Kazemi, ordenou uma “investigação imediata” da explosão. O Iraque é um dos países árabes do Oriente Médio que registrou mais contágios pela Covid-19 desde o início da pandemia, com cerca de 1,18 milhão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já o número de mortes totais ultrapassa 15 mil.

* Com informações da EFE