Explosões em Cabul deixam pelo menos 13 mortos; soldados dos EUA estão entre feridos

Porta-voz do Talibã estimou número de óbitos poucos minutos após ocorrência; de acordo com líderes internacionais, risco de ataque terrorista no local era iminente

  • Por Jovem Pan
  • 26/08/2021 12h16 - Atualizado em 26/08/2021 13h16
Asvaka/Reprodução de vídeo/TwitterPelo menos 11 pessoas morreram em explosão do lado de fora do aeroporto de Cabul

Um porta-voz do Talibã confirmou à rede de TV Al Jazeera que pelo menos 13 pessoas morreram nas explosões registradas do lado de fora do aeroporto de Cabul na manhã desta quinta-feira, 26. Além das mortes, pelo menos 53 pessoas ficaram feridas. A principal suspeita do Exército dos Estados Unidos, que coordena a operação de evacuação de cidadãos dentro do aeroporto, é de que o espaço tenha sido alvo de um ataque suicida. A primeira explosão ocorreu nas imediações de um portão de entrada do aeroporto e a outra foi registrada nas imediações do Baron Hotel, que fica ao lado do aeroporto de Cabul. Segundo agências internacionais, pelo menos três oficiais norte-americanos ficaram feridos com a explosão. Cenas de desespero foram registradas por fotógrafos e moradores poucos minutos após o ataque e fontes do Pentágono afirmaram à imprensa norte-americana que o ataque foi “complexo”, com uma troca de tiros registrada logo após a explosão.

Ainda na terça-feira, 24, o presidente Joe Biden afirmou que o local, que funciona como única porta de saída de estrangeiros do país desde que as forças talibãs tomaram conta do governo, está sob ameaça de atentado terrorista do Estado Islâmico de Coraçone (Isis-K), braço do Estado Islâmico na Ásia Central que se opõe ao Talibã e aos norte-americanos por não acreditar em um estado nacional de direito e pregar bandeiras “contra o colonialismo”. dia de ocupação dos talibãs em Cabul, imagens de cidadãos afegãos tentando sair do país pelo lado de fora de uma aeronave militar e chegando a cair dos aviões no momento da decolagem viralizaram nas redes. Algumas pessoas morreram pisoteadas na pista de decolagem e o exército dos EUA e de países parceiros passou a tomar conta do local. Com a pista liberada, voos chegam a sair a cada 40 minutos do país, mas o lado de fora do aeroporto continua em situação caótica de aglomeração de pessoas, o que levantou o alerta de possibilidade de atentados.