FBI torna público primeiro documento secreto sobre ataques do 11 de setembro

Memorando detalha investigação sobre suposta ajuda de sauditas a sequestradores de aviões usados no atentado, mas não apresenta nenhuma conclusão sobre a participação do governo da Arábia Saudita

  • Por Jovem Pan
  • 12/09/2021 17h30 - Atualizado em 12/09/2021 17h46
EPA PHOTO DPA/HUBERT MICHAEL BOESL/web/hpl-hhQueda do World Trade Center levantou torres de fumaça no horizonte de Manhattan

No dia do aniversário de 20 anos do ataque às torres gêmeas do World Trade Center nos Estados Unidos, o FBI divulgou o primeiro documento secreto referente ao atentado, após determinação do presidente Joe Biden. Segundo agências internacionais, o memorando que veio a público neste sábado, 11, é datado de 2016 e detalha a investigação sobre uma suposta ajuda logística de sauditas que estariam ligados a autoridades do país aos sequestradores dos aviões usados nos ataques. O documento dá detalhes das conexões que fizeram o FBI investigar Omar al-Bayoumi, que era supostamente um estudante saudita em Los Angeles, mas que o FBI suspeitava que fosse do serviço de inteligência do país do Oriente Médio.

No entanto, o relatório não apresenta nenhuma conclusão a respeito sobre a participação do governo da Arábia Saudita no atentado. Dos 19 sequestradores dos aviões, 15 eram sauditas, assim como Osama Bin Laden, fundador da Al-Qaeda, grupo terrorista que reivindicou a autoria dos ataques. Isso não quer dizer, porém, que o governo saudita financiou diretamente o 11 de setembro, algo que eles sempre negaram. Familiares das quase 3 mil vítimas acreditam na participação do regime do país do Oriente Médio no atentado e pedem uma investigação mais profunda a respeito dessa possibilidade. Na última quarta-feira, 8, a embaixada saudita disse que apoiava a divulgação dos documentos do FBI e que qualquer afirmação de que a Arábia Saudita foi cúmplice nos atentados era “categoricamente falsa”.