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‘Fomos tratados como animais’, afirmam ativistas da flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

Entre os 137 detidos estão políticos e ativistas de 13 países, incluindo Greta Thunberg; Turquia classifica a ação como 'ato de terrorismo' e abre investigação

Felipe Cerqueira

Steeve Lemerier (E), Romain Mouron (C) e Immanuel de Souza (D), da Suíça, três dos ativistas que estavam a bordo de barcos da flotilha Global Sumud, falam após chegar a Istambul
TURKEY-ISRAEL-PALESTINIAN-CONFLICT-GAZA-AID-FLOTILLA Yasin Akgul/AFP

Ativistas internacionais deportados por Israel após a interceptação de sua flotilha a Gaza denunciaram neste sábado (4) terem sido vítimas de violência e “tratados como animais”. A flotilha Global Sumud (“resiliência” em árabe) havia partido em setembro de Barcelona com o objetivo de levar ajuda humanitária a Gaza, território palestino que, segundo a ONU, enfrenta fome extrema. Israel interceptou os barcos, mantendo o bloqueio naval ao redor do território, onde há quase dois anos ocorre uma guerra contra o Hamas, após o ataque do grupo palestino em território israelense em 7 de outubro de 2023.

Mais de 400 pessoas foram detidas, e os primeiros deportados chegaram a Istambul nesta sexta-feira. Entre eles, 137 ativistas de 13 países. O político italiano Paolo Romano relatou que os ativistas foram abordados por barcos militares, obrigados a se ajoelhar e agredidos caso se movessem. Ele citou ainda insultos e ameaças com armas. “Fomos tratados como animais”, disse ao chegar a Istambul.

A flotilha contava com cerca de 45 barcos e incluía políticos e ativistas, como a ambientalista sueca Greta Thunberg. A ativista malaia Iylia Balais, de 28 anos, classificou a interceptação como “a pior experiência”, relatando algemas, imobilização no chão, negação de água e medicamentos.

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Israel confirmou a deportação nas redes sociais, chamando os ativistas de “provocadores”. Em Istambul, familiares os receberam com bandeiras turcas e palestinas, gritando: “Israel, assassino”. O governo turco classificou a ação como um “ato de terrorismo” e iniciou investigação. O ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, elogiou os ativistas por “darem voz à consciência humana”. Participaram da iniciativa ativistas de dezenas de países, incluindo Brasil, Argentina, Colômbia, México e Espanha.

*Com informações da AFP
Publicado por Felipe Cerqueira

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