Governo do Irã restaura acesso à internet no país após ataques de Israel

Ministro das Comunicações iraniano pediu desculpas por ‘esta situação imposta’ e ressaltou que espera que ‘nunca mais vivamos essas condições’

  • Por Jovem Pan
  • 25/06/2025 14h37
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Foto de John Wessels / AFP Serviços de emergência e agentes de segurança israelenses buscam vítimas nos escombros de um prédio atingido por um míssil iraniano em Bersheba, no sul de Israel, em 24 de junho de 2025. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um processo de cessar-fogo em fases, com duração de 24 horas, a partir das 4h GMT de 24 de junho, com o qual Israel afirmou ter concordado. O Irã não aceitou formalmente o cessar-fogo. (Foto de John Wessels / AFP) O governo iraniano confirmou na sexta-feira passada que restringiu o acesso à internet em todo o país desde quarta-feira, 18 de junho

O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (25) que restaurou o acesso à internet no país, que havia sido bloqueado há uma semana, alegando que o fez para permitir que os sistemas de defesa atuassem contra drones lançados por Israel. “Agora que a situação voltou ao normal, o acesso às comunicações voltou ao seu estado anterior”, disse hoje o ministro das Comunicações iraniano, Sattar Hashemi. O governo iraniano confirmou na sexta-feira passada que restringiu o acesso à internet em todo o país desde quarta-feira, 18 de junho, para “rastrear e interceptar” drones israelenses.

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A Agência EFE conseguiu verificar que, desde a tarde de quarta-feira, não era mais possível conectar-se a sites fora do país, e tampouco funcionavam como VPNs comumente usadas para acessar aplicativos bloqueados, como WhatsApp e Telegram. A rede foi derrubada naquele dia por volta das 13h30 GMT – de acordo com a organização IODA, que monitora o comportamento na internet e é afiliada à universidade americana Georgia Tech – após um intenso ataque israelense a locais do país. Parte do tráfego foi retomado no sábado, mas a conexão ocorreu muito preocupante desde então, permitindo o acesso apenas a determinados sites. Hoje, Hashemi pediu desculpas por “esta situação imposta” e ressaltou que espera que “nunca mais vivamos essas condições”.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações da EFE

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