Incerteza eleitoral na França pode fazer com que haja bloqueio institucional, divisão de poder e renúncia de Macron
Neste domingo (30) acontece na França eleições legislativas em meio a incerteza de como pode ser o próximo governo, já que pesquisas apontam a extrema direita à frente e com forte chances de chegar o poder pela primeira vez desde a libertação da França da ocupação da Alemanha nazista em 1945. Às vésperas do primeiro turno, em 30 de junho, uma grande pesquisa da Ipsos, publicada na quinta-feira, projeta uma vitória para o RN e seus aliados com 36% dos votos, seguido pela coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP, 29% ) e o partido no poder (19,5%). O resultado após o segundo turno, em 7 de julho, é, no entanto, incerto devido ao próprio sistema eleitoral: os 577 deputados são eleitos em círculos eleitorais não nominais, com sistema majoritário em dois turnos. Macron, cujo mandato termina em 2027, antecipou as votações em 9 de junho após a vitória de Bardella nas eleições europeias e agora corre o risco de compartilhar o poder com um governo de tendência política diferente, a menos de um mês do início Jogos Olímpicos em Paris. Essa votação fora de época acontece após presidente francês, Emmanuel Macron, fazer uma “aposta arriscada”, a qual os resultados podem desencadear em: bloqueio institucional, compartilhamento de poder com um governo de outra ideologia política ou até mesmo à sua renúncia.
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Bloqueio institucional
