Isaías chega à Flórida mais fraco, mas com ventos fortes e risco de inundações

A Flórida está acostumada a ser atingida por furacões, mas suas respostas bem aguçadas às tempestades foram parcialmente afetadas por lidar com um dos piores surtos do novo coronavírus do país

  • Por Jovem Pan
  • 02/08/2020 14h59
EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICHIsaías deve chegar à Flórida nas próximas horas

O furacão Isaías, rebaixado para uma forte tempestade tropical, se dirigiu para a Flórida neste domingo (2) e deve chegar à costa leste do Estado americano com ventos fortes e possíveis inundações costeiras. Às 2h da manhã (horário local), a tempestade estava a 140 quilômetros a sudeste de West Palm Beach, seguindo para noroeste com ventos sustentados de 110 quilômetros por hora, disse o Centro Nacional de Furacões. A previsão é que Isaías se moverá perto ou ao longo da costa leste da Flórida durante o domingo, possivelmente se fortalecendo, disse o NHC de Miami. Na segunda (3) e na terça-feira (4) seu centro passaria da costa da Geórgia para os estados do sul do Atlântico. Não era esperado que mudasse muito de força nos próximos dias.

Isaías não deve afetar o retorno para casa neste domingo de dois astronautas da Nasa (Agência Aeroespacial dos Estados Unidos) que viajaram para a Estação Espacial Internacional a bordo do novo Crew Dragon da SpaceX. Eles estão indo para um mergulho no Golfo do México, na costa noroeste da Flórida, encerrando uma viagem de dois meses no espaço que marcou a primeira missão tripulada da Nasa em nove anos. A Flórida está acostumada a ser atingida por furacões, mas suas respostas bem aguçadas às tempestades foram parcialmente afetadas por lidar com um dos piores surtos do novo coronavírus do país.

Muitos funcionários de emergência estão trabalhando remotamente. O governador Ron DeSantis disse no sábado (1) que a divisão estadual de gerenciamento de emergências estava fornecendo abrigos com equipamento de proteção individual suficiente para 10 mil pessoas. DeSantis declarou estado de emergência para uma dezena de municípios na costa atlântica, o que facilita a mobilização de recursos. O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, seguiu o exemplo. A tempestade causou pelo menos duas mortes na República Dominicana e derrubou árvores, inundou ruas e derrubou a energia de milhares de residências e empresas em Porto Rico, segundo relatos da mídia.

*Com Estadão Conteúdo