Israelenses vão às ruas festejar resgate de quatro reféns do Hamas

Primeiro-ministro Netanyahu foi visto abraçando; um telão exibia imagens dos quatro libertados, em meio a aplausos da multidão, que agitava bandeiras nacionais

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2024 19h32
JACK GUEZ / AFP israel Parentes e apoiantes de israelitas feitos reféns por militantes palestinianos em Gaza nos ataques de 7 de Outubro

O resgate de quatro reféns pelo exército de Israel, gerou festa no país, que há 8 meses sobre os efeitos do conflito com o Hamas e, os familiares dos sequestrados, apelam para que acordos sejam aprovados e o governo de Benjamin Netanyahu faça algo para libertar os reféns. Neste sábado (8), um grupo de pessoas agitava bandeiras israelenses em frente ao hospital onde estavam sendo atendidos os quatro reféns libertados de Gaza. O primeiro-ministro Netanyahu foi visto abraçando um dos resgatados enquanto um salva-vidas dá a notícia pelo alto-falante em uma praia: Israel está em festa. Um telão exibia imagens dos quatro libertados, em meio a aplausos da multidão, que agitava bandeiras nacionais. “Durante oito meses só recebemos facadas no coração. Não estou falando de mim, estou falando de toda a nação”, disse um dos pacientes, Shlomo Akad, de 72 anos. Contudo, os atos em prol do acordo não cessaram. À noite, milhares de israelenses saíram às ruas de Tel Aviv, como fazem todas as semanas, para exigir um acordo que permita a libertação de todos os reféns.

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Noa Argamani, 26 anos, Almog Meir Jan, 22, Andrey Kozlov, 27, e Shlomi Ziv, 41, foram os resgatados. Os quatro haviam sido sequestrados no dia 7 de outubro, durante o festival de música eletrônica Nova, no sul de Israel, por milicianos do Hamas e de outros grupos islamistas. Uma imagem de Argamani gritando “Não me mate!” enquanto seus sequestradores a forçavam a subir em uma motocicleta teve um impacto global. Na entrada do hospital Ishilov, em Tel Aviv, onde a mãe de Noa Argamani está internada para tratar um câncer no cérebro, pacientes se reuniram na esperança de ver a chegada da agora ex-refém. A mãe dela, que é sino-israelense, publicou desde então várias mensagens para expressar o seu desespero diante da possibilidade de morrer sem voltar a ver a filha.

 

Netanyahu se reuniu com os reféns libertados no Centro Médico Sheba de Tel Hashomer, perto de Tel Aviv, segundo imagens divulgadas pelo seu gabinete. Nos vídeos ele é visto aplaudindo quando um pequeno grupo deseja “feliz aniversário” ao pai de Noa Argamani. Em outro vídeo divulgado pelo Fórum de Famílias de Reféns, Shlomi Ziv abraça a irmã e a prima. E em uma foto divulgada pelo canal do Exército, dois parentes de Almog Meir Jan correm emocionados em direção ao jovem de 22 anos. A assessoria de imprensa do governo do Hamas em Gaza anunciou que pelo menos 210 pessoas foram mortas e mais de 400 ficaram feridas na operação de resgate no campo de Nuseirat.

A guerra começou em 7 de outubro, quando comandos islamistas mataram 1.194 pessoas, a maioria civis, no sul de Israel, segundo uma contagem baseada em dados oficiais israelenses. Os combatentes também sequestraram 251 pessoas, 116 das quais ainda estão detidas em Gaza, incluindo 41 que estariam mortas, segundo os militares israelenses. A ofensiva retaliatória de Israel já tirou até agora a vida de pelo menos 36.801 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas no território palestino.

*Com informações da AFP

 

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