Líderes mundiais prometem ajuda emergencial de 252 milhões de euros ao Líbano

Doadores prometeram auxílio com foco em saúde, educação, alimentação e habitação após a explosão na região portuária de Beirute

  • Por Jovem Pan
  • 09/08/2020 19h56
EFE/EPA/WAEL HAMZEHRegião portuária de Beirute, no Líbano, após forte explosão nesta terça-feira (4)

Reunidos através de uma iniciativa co-organizada pela presidência da França, doadores internacionais prometeram cerca de 252,7 milhões de euros (R$ 298 milhões) em ajuda emergencial para o Líbano, em uma videoconferência com líderes globais em apoio a Beirute. O montante inclui 30 milhões de euros da própria França. Os doadores prometeram a ajuda com foco em saúde, educação, alimentação e habitação após a explosão na região portuária de Beirute, que matou mais de 150 pessoas e espalhou destruição em toda a região, na última terça, 4.

O presidente da França Emmanuel Macrom, primeiro líder estrangeiro a visitar o Líbano após a explosão devastadora em Beirute, co-organizou a conferência com a Organização das Nações Unidas neste domingo. Líderes internacionais, funcionários do governo e organizações internacionais participaram, inclusive o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Chefe do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, disse querer uma auditoria do banco nacional antes de entregar qualquer dinheiro, e defendeu reformas no país. “As gerações atuais e futuras de libaneses não devem ser sobrecarregadas com mais dívidas do que elas podem pagar”, disse Georgieva, durante a conferência. “O compromisso com essas reformas vai desbloquear bilhões de dólares para o benefício do povo libanês.”

A curto prazo, a ajuda é para fins humanitários emergenciais e relativamente fácil de monitorar. EUA, França, Reino Unido, Canadá e Austrália, entre outros, deixaram claro que os recursos vão diretamente para grupos locais de confiança, como a Cruz Vermelha Libanesa ou agências das Nações Unidas. “Nossa ajuda absolutamente não está indo para o governo. Nossa ajuda vai para o povo do Líbano”, disse John Barsa, da USAID.

Mas a reconstrução requer importações maciças de suprimentos e equipamentos. Contratos e subcontratos deram à elite governante do Líbano sua riqueza, enquanto deixaram o país com estradas em ruínas, eletricidade com cortes regulares, lixo que se amontoa nas ruas e abastecimento de água intermitente. O Líbano tem uma dívida acumulada de cerca de US$ 100 bilhões, para uma população de pouco menos de 7 milhões de pessoas – 5 milhões de libaneses e 2 milhões de sírios e palestinos, a maioria refugiados.

* Com Estadão Conteúdo