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Neocons representam a maior resistência entre Trump e Putin

Líderes mundiais protagonizam um encontro histórico nesta sexta-feira (15), no Alasca, para decidir o futuro da guerra entre Rússia e Ucrânia

Felipe Cerqueira

Encontro Putin x Trump
Sem título Reprodução/X/@WhiteHouse

Nesta sexta-feira (15), ocorre um encontro histórico entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin para decidirem o futuro da guerra entre Rússia e Ucrânia. Chama a atenção que o encontro ocorre no Alasca, território americano que já pertenceu a Rússia, sem a presença do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Neste encontro, evidentemente a Rússia está em posição de vantagem, até porque quem está ganhando a guerra não propõe uma negociação. O acordo partiu justamente dos EUA, que deverão acatar ou não as solicitações da Rússia.  Provavelmente, Putin deve exigir dos americanos o reconhecimento da Crimeia e da região do Donbass como parte do território russo, além de uma garantia formal de que a Ucrânia jamais pertencerá à Otan.

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Para Trump, não há dano em aceitar a proposta russa. Pelo contrário, os EUA deixarão de gastar bilhões de dólares numa guerra por procuração na qual a Ucrânia não tem como vencer. Provavelmente, a resistência ao acordo não virá de Trump, tampouco dos europeus ou da Ucrânia, mas principalmente dos neocons, – ala da direita americana a favor de uma política externa mais beligerante dos EUA. 

Trump terá que decidir se  vai cumprir sua promessa de campanha em prol do MAGA ou se cederá às pressões dos neocons pela continuidade da guerra. Quanto à Ucrânia, só resta esperar – até porque, sem os EUA, não há a menor condição de ela continuar com a guerra. O futuro da Ucrânia está nas mãos de Trump.  

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