Nicolás Maduro pede alívio da dívida de países pobres para apoiar luta contra Covid-19

Durante discurso em evento das Nações Unidas, o presidente da Venezuela afirmou que os países em desenvolvimento precisam de uma ‘reestruturação abrangente’, mas sem perder sua soberania

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2021 00h57
EFE/EPA/Miraflores PressNicolás Maduro durante pronunciamento nesta segunda-feira, 29

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta segunda-feira, 29, um “alívio” na dívida externa dos países em desenvolvimento como forma de ajudá-los a combater a pandemia de Covid-19 e reativar suas economias. Durante participação na reunião virtual sobre Arquitetura da Dívida Internacional e Liquidez, organizada pelas Nações Unidas, o presidente venezuelano lembrou que o grupo de nações que compõem as 20 maiores economias do mundo (G20) pactuou, em meados do ano passado, a suspensão dos pagamentos da dívida dos países mais pobres. “Entretanto, a relutância dos credores privados em aderir a esta política significava que esta iniciativa tinha um escopo muito limitado. Aqui na Venezuela pedimos que seja reforçado este tipo de iniciativa, fortalecendo a participação global de todos os agentes, a fim de aliviar a dívida dos países em desenvolvimento”, acrescentou.

Maduro também disse que, em vez de uma suspensão temporária, os países em desenvolvimento precisam “de uma reestruturação abrangente” da dívida, “sem que isso signifique a cessão de sua soberania”. “A Covid-19 não será superada nos países ricos até que todos os países do mundo a tenham superado; o mesmo acontecerá no aspecto econômico (…) e isso nos obriga a uma profunda revisão das condições da dívida”, argumentou.

Maduro também repudiou as sanções dos EUA contra o governo venezuelano e acusou o país de ser responsável pela perda de 99% da renda da Venezuela. “Estas medidas, em violação ao direito internacional, são progressivas, sistemáticas e afetam indiscriminadamente toda a população venezuelana, constituindo um flagrante ataque contra a humanidade”, alegou.

*Com informações da EFE