Nobel de Química de 2020 premia dupla que desenvolveu método de edição do genoma

O prêmio é o último entre os científicos da rodada do Nobel, depois que o prêmio de Medicina foi divulgado na segunda-feira e o de Física na terça-feira

  • Por Jovem Pan
  • 07/10/2020 10h56
EFE/ARCHIVO/José Luis CereijidoPrêmio Nobel de Química 2020 foi para Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna

As cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna são as vencedoras do Prêmio Nobel de Química 2020 por reescrever o “código da vida” e “desenvolver um método para edição do genoma”, anunciou nesta quarta-feira, 6, a Academia Real das Ciências da Suécia, em Estocolmo. As vencedoras descobriram uma das “ferramentas mais afiadas da tecnologia genética”: a tesoura genética CRISPR-Cas9, observou a Academia, ao anunciar sua decisão. Com eles, as pesquisadoras podem alterar o DNA de animais, plantas e microrganismos com altíssima precisão. O prêmio de Química é o último entre os prêmios científicos da rodada do Nobel, depois que o prêmio de Medicina foi divulgado na segunda-feira e o de Física ontem. A francesa Charpentier, de 51 anos, é bioquímica e microbiologista especializada em vírus e uma das pesquisadoras mais inovadoras no campo da terapia gênica, que em 2002 estabeleceu seu próprio grupo de trabalho e tem se vinculado a diferentes universidades na Áustria e na Alemanha.

Já a americana Doudna, de 56 anos, é Ph.D. em Química Biológica e Farmacologia Molecular em Harvard, além de ser professora da Universidade da Califórnia em Berkeley, onde também dirige a Divisão de Bioquímica, Biofísica e Biologia Estrutural. As tesouras genéticas CRISPR-Cas9 “revolucionaram as ciências da vida molecular, proporcionaram novas oportunidades para o melhoramento de plantas, estão contribuindo para terapias inovadoras contra o câncer e podem tornar realidade o sonho de curar doenças hereditárias”, acrescentou a academia sueca.

Charpentier e Doudna investigaram o sistema imunológico de uma bactéria Streptococcus e “descobriram uma ferramenta molecular que pode ser usada para fazer incisões precisas no material genético, permitindo que o código da vida seja facilmente alterado”. As duas bioquímicas receberem, em 2015, com o Prêmio Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica daquele ano por desenvolverem “uma tecnologia que permite editar genomas de forma simples e precisa, e manipular o DNA de plantas, animais e humanos”, destacou a instituição espanhola na ocasião. Amanhã será anunciado o Nobel de Literatura, na sexta-feira o da Paz e a rodada premiação chegará ao fim na próxima segunda-feira, com o da Economia.

*Com informações da Agência EFE