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Novo ataque russo deixa ao menos 21 mortos e atinge sede da União Europeia em Kiev 

Em resposta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou que bloco manterá a 'pressão máxima' sobre a Rússia e afirmou que mísseis são 'lembrete sombrio do que está em jogo'

Victor Trovão

Esta imagem mostra os danos nos escritórios da delegação da União Europeia na Ucrânia após um ataque com mísseis e drones russos a prédios de apartamentos que matou pelo menos 14 pessoas, incluindo três crianças, também atingiu o prédio da missão da UE na capital ucraniana, em Kiev, em 28 de agosto de 2025. (Foto de Sergei SUPINSKY / AFP)
Esta imagem mostra os danos nos escritórios da delegação da União Europeia na Ucrânia após um ataque com mísseis e drones russos a prédios de apartamentos que matou pelo menos 14 pessoas, incluindo três crianças, também atingiu o prédio da missão da UE na capital ucraniana, em Kiev, em 28 de agosto de 2025. (Foto de Sergei SUPINSKY / AFP) Sergei SUPINSKY / AFP

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou nesta quinta-feira (28) que a União Europeia (UE) manterá a “pressão máxima” sobre a Rússia com mais sanções após o ataque russo com mísseis que afetou a delegação comunitária em Kiev. “O ataque de ontem à noite ocorreu muito perto da missão diplomática, a representação da nossa União. Dois mísseis impactaram a 50 metros da delegação em um intervalo de 20 segundos. Este é outro lembrete sombrio do que está em jogo”, disse Von der Leyen em uma breve declaração à imprensa, sem responder a perguntas.

A política alemã afirmou estar “indignada” com o ataque russo em Kiev que afetou os escritórios da UE, “o ataque com mísseis e drones mais mortal contra a capital desde julho”. “Foi um ataque também contra a nossa delegação”, destacou Von der Leyen, enquanto mostrava fotografias de um escritório e de um prédio em ruínas e garantia que nenhum dos funcionários da UE havia sido ferido, após ter conversado com o embaixador adjunto.

“Estamos exercendo a pressão máxima sobre a Rússia. Isso significa endurecer nosso regime de sanções. Em breve apresentaremos nosso 19º pacote de sanções duras”, ressaltou. Para Von der Leyen, este ataque demonstra que o Kremlin “não vai parar por nada para aterrorizar a Ucrânia, matando cegamente civis, homens, mulheres e crianças, e até mesmo atacando a União Europeia”. Além de preparar novas sanções, salientou que estão “avançando” nos trabalhos para usar os ativos russos congelados a fim de “contribuir para a defesa e a reconstrução da Ucrânia”.

“E, é claro, estamos garantindo um apoio firme e inabalável à Ucrânia, nosso vizinho, parceiro, amigo e futuro membro”, acrescentou.Von der Leyen afirmou que amanhã viajará para os sete Estados-membros “que estão reforçando e protegendo nossas fronteiras externas com a Rússia e Belarus”. “Quero expressar a eles toda a solidariedade da UE e compartilhar os progressos que estamos fazendo na construção de uma indústria de defesa europeia sólida, especialmente por meio de nosso instrumento de defesa conjunta SAFE”, apontou.

A partir de amanhã e até segunda-feira, Von der Leyen visitará Letônia, Finlândia, Estônia, Polônia, Lituânia, Bulgária e Romênia, segundo informou a Comissão Europeia em um comunicado. Por sua vez, a alta representante da UE para Assuntos Exteriores e Segurança, Kaja Kallas, escreveu nas redes sociais que “nenhuma missão diplomática deveria ser um alvo” e anunciou que, em razão do ataque, convocou o enviado russo em Bruxelas. Anteriormente, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, havia se declarado “horrorizado” nesta quinta-feira com o ataque no qual considerou que o escritório da UE em Kiev foi “deliberadamente” danificado.

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“A UE não se intimidará. A agressão russa apenas reforça nossa resolução de ficar ao lado da Ucrânia e de seu povo”, completou o político português. A porta-voz comunitária Anitta Hipper confirmou posteriormente durante a coletiva de imprensa diária da Comissão Europeia que a delegação diplomática permanece aberta e “plenamente operacional”. Segundo o balanço mais recente dos socorristas, 21 pessoas morreram, entre elas quatro menores de idade, e cerca de 50 ficaram feridas.

*Com informações da EFE e AFP

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