Número de mortos em explosão no porto de Beirute sobe para 171

Explosão do dia 4 de agosto deixou mais de seis mil feridos e pelo menos 250 mil desalojados

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2020 16h21
EFE/EPA/WAEL HAMZEHNúmero de mortos continua a crescer uma semana após explosão

Subiu para 171 o número de pessoas que morreram devido à explosão ocorrida no porto de Beirute na semana passada, enquanto o de feridos continua acima de 6 mil, informou nesta terça-feira à Agência Efe uma fonte do Ministério da Saúde do Líbano. As autoridades deixaram de divulgar um balanço concreto da quantidade de feridos e desaparecidos. A fonte, que preferiu manter o anonimato, explicou que foram confirmadas 171 mortes e que os feridos serão contabilizados como “mais de 6 mil”, sem detalhes específicos. Os militares e a Segurança Nacional, encarregados das operações de busca, ficarão agora responsáveis pelos dados sobre os desaparecidos.

Hassan Diab renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Líbano e anunciou a saída de todo o gabinete de governo nesta segunda-feira, 10, após os protestos que pediam a renúncia dos governantes em meio à grave crise econômica e política, que se agravou com a explosão. Horas depois de sua declaração, o presidente do país, Michel Aoun, pediu para que Diab continue como interino até que um novo premiê assuma. Além dele, a ministra da Justiça, Marie Claude Najem, a ministra da Informação, Manal Abdel Samad, e o ministro do Meio Ambiente, Damianos Kattar, também deixaram seus cargos nos últimos dias.

A tragédia ocorreu no dia 4 de agosto, em um armazém no porto de Beirute onde desde 2014 eram guardadas três mil toneladas de nitrato de amônio sem as devidas medidas de segurança, segundo admitiram as autoridades, que ainda não confirmaram as causas do incidente. Desde então o governo vem fazendo uma investigação e já colocou em prisão domiciliar 16 pessoas. A estimativa é que a explosão tenha deixado pelo menos 250 mil pessoas desalojadas, segundo declarou o governador da capital, Marwan Abboud.

*Com Agência EFE