O otimismo com a ‘química de Trump com Lula’ é precipitado
Bastou Trump dizer que rolou “uma ótima química com Lula” que todo mundo se animou. Da noite para o dia, os petistas cantaram vitória, enaltecendo o carisma de Lula. O mercado financeiro se animou com a possiblidade de redução tarifária. E a direita bolsonarista entendeu que a fala de Trump era um prenúncio de uma estratégia maior para encurralar Lula num encontro com o presidente americano.
Quem está certo? Por enquanto, é impossível saber. A única certeza é de que Trump é absolutamente imprevisível, e não dá para fazer nenhum exercício de futurologia com as suas falas. Até porque, hoje mesmo, a Europa, aliada histórica dos EUA, sofreu uma taxação de 100% de produtos farmacêuticos.
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A fala de Trump pode significar apenas uma expressão retórica de alguém que se vendeu para o mundo, na ONU, como um “cara legal”, anulando a imagem que Lula fez dele após discurso de abertura com duras críticas veladas ao presidente americano. Independentemente da motivação de Trump para falar da “sua química com Lula”, por enquanto, o Brasil continua com tarifas de 50%, e a Lei Magnitsky continua a todo vapor.
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