OEA se reunirá nesta terça-feira para analisar situação na Bolívia

A reunião do Conselho Permanente da OEA começará às 17h, horário de Brasília, em Washington, nos Estados Unidos

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2019 20h37
OEA / FlickrReunião do Conselho Permanente da OEA

A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou para esta terça-feira (12) uma reunião extraordinária com o objetivo de analisar a situação na Bolívia após a renúncia de Evo Morales à presidência do país.

A reunião do Conselho Permanente da OEA começará às 17h (de Brasília) em Washington, nos Estados Unidos, atendendo a um pedido de Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Peru, República Dominicana e Venezuela, sendo que este último país está representado na entidade por delegados do líder opositor Juan Guaidó.

Durante o encontro, está prevista a apresentação de um relatório sobre a missão eleitoral da OEA durante as eleições de 20 de outubro, nas quais uma auditoria da entidade apontou graves irregularidades e manipulação no sistema informatizado de transmissão e contagem de votos.

No pleito, Morales foi reeleito em primeiro turno para o quarto mandato consecutivo. Ele está na presidência desde 2006.

O agora ex-presidente renunciou ao cargo neste domingo (11), após a divulgação da conclusão do relatório da OEA e em meio a protestos de opositores que o acusavam de fraudar as eleições.

Como é tradição, os países membros da organização poderão pedir a palavra ao final da reunião, para manifestarem sua opinião sobre a situação na Bolívia.

Dois dos principais aliados de Morales, os presidentes de Venezuela e Cuba, Nicolás Maduro e Miguel Díaz-Canel, classificaram que Morales foi vítima de um “golpe de Estado”, mas ambos não estão representados na OEA.

Por outro lado, Uruguai, México e Nicarágua, que também definiram o acontecimento na Bolívia da mesma forma, poderão ratificar sua opinião no Conselho Permanente.

Já os EUA devem reforçar a declaração do presidente Donald Trump de que a saída do líder indígena representa “um alerta” para Maduro e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

*Com informações da EFE