Líder da OMS elogia isolamento social, mas diz ao G20 que é preciso ‘fazer mais’
Em discurso na cúpula extraordinária e virtual do G20, grupo dos países mais ricos do mundo, do qual o Brasil faz parte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a tese de que o isolamento social é uma importante ferramenta de combate ao coronavírus, mas ressaltou que é preciso “fazer mais” para vencer a doença.
“A melhor e única maneira de proteger a vida, os meios de subsistência e as economias é parar o vírus. Sem desculpas, sem arrependimentos. Obrigado pelos sacrifícios que seus governos e pessoas já fizeram”, afirmou Tedros aos líderes mundiais. “Essas medidas tiram um pouco do calor da epidemia, mas não a extinguirá. É preciso fazer mais”, completou.
A estratégia de restrição social, recomendada pela OMS e adotada por diferentes países do globo para “achatar a curva” de contaminação pelo novo coronavírus, é criticada pelo presidente Jair Bolsonaro em razão de suas consequências econômicas. Bolsonaro participou da reunião virtual do G20 junto ao chanceler Ernesto Araújo e, aos líderes, mostrou uma caixa de hidroxicloroquina, medicamento ainda sem eficácia comprovada para tratamento do Covid-19.
Tedros voltou a pedir união entre os líderes para que a doença seja vencida globalmente. “A pandemia está se acelerando a uma taxa exponencial”, afirmou o diretor-geral, para quem, “sem uma ação agressiva em todos os países”, milhões podem morrer infectados pelo novo coronavírus. De acordo com a OMS, mais de 20 mil pessoas já foram a óbito pela doença em todo o mundo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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