‘Podemos evitar que o sonho se torne um pesadelo permanente’, diz filho de Luther King

  • Por Jovem Pan
  • 28/08/2020 17h28
EFE/EPA/OLIVIER DOULIERY / POOLMartin Luther King III incentivou manifestantes a votar

O ativista dos direitos civis Martin Luther King III pediu nesta sexta-feira, 28, para que “o sonho não se torne um pesadelo permanente”, ao discursar durante uma manifestação para comemorar o 57º aniversário do histórico discurso feito pelo pai, Martin Luther King, em Washington. “No último ano de sua vida, ele escreveu seu último livro, “Where do we go from here: Chaos or Community?” (“Para onde vamos: Caos ou Comunidade?”, em tradução livre). Neste momento decisivo da história do nosso país, devemos responder a pergunta. Acredito que alguns tenham escolhido o caos, incluindo o atual ocupante da Casa Branca”, afirmou, em alusão ao presidente Donald Trump.

“Mas acreditamos que podemos escolher a comunidade. Se a escolhermos, podemos evitar que o sonho se torne um pesadelo permanente”, disse o ativista. O discurso de Luther King III foi acompanhado de milhares de pessoas que compareceram ao Lincoln Memorial com camisas e cartazes com as inscrições do movimento Black Lives Matter (“Vidas negras importam”). De acordo com o ativista, se a sociedade escolher “comunidade”, daqui a 50 anos “a alma dos EUA” poderá se redimir “e começar a cumprir a promessa de democracia eliminando o racismo estrutural e a exploração”.

No mesmo discurso, Luther King III incentivou a população a votar nas eleições do dia 3 de novembro, mencionando também os possíveis obstáculos para enviar o voto por correio. “Devemos comparecer às urnas, votar para defender as liberdades que gerações anteriores lutaram tanto para conseguir de muitas maneiras. Estamos lutando contra o desmantelamento do serviço postal para mostrar o propósito de quererem suprimir nosso voto com ameaças às nossas vidas e liberdades”, comentou em referência à oposição de Trump ao voto por correio. Luther King III exclamou que não há ninguém mais consciente do risco de ser privado do voto do que aqueles que sofrem.

*Com Agência EFE