Promotor da Lava Jato peruana pede prisão preventiva de Keiko Fujimori

José Domingo Peréz alega que a candidata tem violado as regras da sua liberdade condicional; ela responde por lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido contribuições ilegais da Odebrecht

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2021 13h48 - Atualizado em 10/06/2021 15h31
EFE/ John ReyesKeiko Fujimori é candidata à Presidência do Peru pelo Fuerza Popular

O promotor da Lava Jato do Peru, José Domingo Pérez, pediu à Justiça, nesta quinta-feira, 10, a prisão preventiva da candidata à Presidência Keiko Fujimori. Segundo o El Comercio, o promotor alega que Keiko tem violado as regras da sua liberdade condicional. A candidata responde por lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido contribuições ilegais da construtora brasileira Odebrecht durante as campanhas presidenciais de 2011 e 2016. Em 2020, ela foi libertada pelo Tribunal de Apelações sob fiança de 20 mil dólares, o equivale a cerca de 110 mil reais.“Foi novamente provado que a ré Fujimori Higuchi viola a restrição de não se comunicar com testemunhas, porque foi notado como fato público e notório que ela se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales”, diz a solicitação. Quando as restrições foram impostas a Keiko Fujimori em abril de 2020, a Segunda Câmara de Recursos do Crime Organizado indicou que as referidas normas deveriam ser cumpridas “sob a advertência de revogação desta medida e a decretação de prisão preventiva contra ela, a pedido do Ministério Público ”. Na conferência desta quarta-feira, 9, Miguel Torres Morales se apresentou como advogado e porta-voz do Fuerza Popular, partido de Keiko. Ele, no entanto, é citado como testemunha nas investigações sobre financiamentos ilícitos da campanha da direitista.

Entre as provas anexadas pelo promotor, estão imagens da candidata ao lado de Torres durante a conferência. Durante o evento, Keiko anunciou que iria pedir às autoridades eleitorais do Peru a anulação de 802 urnas, que correspondem a cerca de 200 mil votos. Ele afirma que a candidata tem “sistematicamente violado a regra de conduta de não se comunicar com as testemunhas”. Em março de 2020, o promotor Pérez pediu uma pena de 30 anos e 10 meses de prisão contra Keiko pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime organizado, obstrução à justiça e declaração falsa em processo administrativo. De acordo com o jornal La República, o juiz da 4ª Vara de Instrução Preparatória, Víctor Zúñiga Urday, deve convocar uma audiência nas próximas horas para determinar se Keiko Fujimori continua com suas restrições ou se ele deve retornar à prisão preventiva.