Putin propõe aos EUA acordo de ‘não interferência’ em eleições

O presidente russo também propôs contribuições para o trabalho ‘continuado’ entre os órgãos competentes dos dois países para ‘diminuir as ameaças nucleares’ e ‘incidentes cibernéticos’

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2020 13h17
EFE/EPA/MICHAIL KLIMENTYEV /Vladimir Putin é o atual presidente da Rússia

Presidente da Rússia, Vladimir Putin propôs nesta sexta-feira, 25, aos Estados Unidos um acordo de “não interferência” nos assuntos eleitorais dos dois países, em troca de garantias que incluiria o uso de tecnologias de informação. Em comunicado oficial, o Kremiln pediu que as autoridades norte-americana reiniciem as relações na área de segurança de informação, elaborando uma lista com medidas que as duas nações devem tomar. O mandatário russo também disse que um dos principais desafios estratégicos que o mundo enfrenta é o risco do surgimento de um “confronto em larga escala” no mundo digital. Vale lembrar que EUA e China estão em conflito justamente nesta área.

Para evitar que isso aconteça, Putin propôs que os Estados Unidos, como uma das principais potências mundiais, adote um programa de medidas “para a retomada das relações na área do uso das tecnologias de comunicação e informação”, incluindo “troca de garantias de não interferência nas eleições com o uso das táticas mencionadas e outros métodos com o uso de altas tecnologias”. Além disso, Putin defendeu o restabelecimento de um diálogo completo de alto nível entre os países sobre questões de segurança da informação.

O presidente russo também propôs contribuições para o trabalho “continuado” entre os órgãos competentes dos dois países para “diminuir as ameaças nucleares” e “incidentes cibernéticos” que possam afetar a segurança nacional. Putin sugeriu ainda que os Estados Unidos assinem um acordo intergovernamental para evitar incidentes no ambiente digital, na linha de uma convenção assinada em 1972 com a União Soviética para evitar incidentes no alto-mar e no espaço aéreo.

*Com informações da Agência EFE