Putin tem nomeação enviada ao Prêmio Nobel da Paz

O presidente da Rússia já foi indicado ao prêmio, em 2014, por apresentar um plano para desmantelar o arsenal químico sírio e assim evitar a intervenção militar ocidental.

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2020 11h27 - Atualizado em 24/09/2020 11h29
EFE/EPA/MICHAIL KLIMENTYEV/SPUTNIK/Vladimir Putin é o presidente da Rússia

Presidente da Rússia, Vladimir Putin teve seu nome enviado ao grupo que concorre ao Prêmio Nobel da Paz de 2021. O escritor russo Sergey Komkov anunciou nesta quinta-feira, 24, que enviou um pedido de nomeação do mandatário recentemente. “Nosso candidato é o número 1. A proposta foi enviada no dia 9 de setembro e, no dia 10, já havia sido recebida pelo Comitê Nobel em Oslo”, disse o escritor em entrevista coletiva. Sobre o motivo da iniciativa, o escritor, que é ligado ao chefe do Kremlin, explicou que a indicação é apoiada pelos principais nomes da cultura e da ciência na Rússia. “Como governante de um dos principais países do mundo, ele faz o máximo esforço para manter a paz e a tranquilidade não só no território do próprio país, mas também contribui ativamente para a regulação pacífica dos conflitos que surgem no planeta”, explica a carta enviada por Komkov.

O escritor analisa que, durante a pandemia a Covid-19, Putin ordenou o envio de ajuda humanitária para quase 30 países, incluindo EUA, China, Venezuela, Itália e Irã. Além disso, especifica que o presidente russo demonstrou apego aos valores humanitários e religiosos ao incluir a palavra “Deus” na Constituição russa, em emenda que foi aprovada pelos russos em um referendo em 1º de julho. Putin já foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em 2014, por apresentar um plano para desmantelar o arsenal químico sírio e assim evitar a intervenção militar ocidental.

Até hoje, dois russos já ganharam o Prêmio Nobel da Paz: o cientista e dissidente Andrei Sakharov, e o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, que teria o direito de promover a candidatura de Putin, mas dificilmente o fará, pois já criticou a gestão do atual governante, entre outras coisas, pelo declínio democrático vivido pela Rússia nos últimos anos.

*Com informações da Agência EFE