Reino Unido é o primeiro país a aprovar uso de remédio contra a Covid-19 da MSD

Medicamento não funciona como um substituto para a vacina; governo e o NHS não detalharam como o molnupiravir será disponibilizado à população

  • Por Jovem Pan
  • 04/11/2021 10h32
MSD/Divulgação via REUTERSMolnupiravir foi nomeado comercialmente no país como 'Lagevrio'

O Reino Unido aprovou nesta quinta-feira, 4, o uso do primeiro remédio oral contra a Covid-19, o molnupiravir, produzido pela farmacêutica MSD (empresa que nos EUA e no Canadá se chama Merck, Sharp & Dohme Corp). A agência reguladora do país afirmou que o medicamento é “seguro” e “eficaz” para reduzir o risco de internação ou mortes em pessoas com a doença em sua forma leve ou moderada que apresentam maior risco para desenvolver um quadro grave da Covid-19. “A aprovação seguiu uma revisão rigorosa da segurança, qualidade e eficácia do remédio pela agência reguladora do Reino Unido e pelo órgão consultivo científico independente do governo, a Comissão de Medicamentos Humanos, tornando-o o primeiro antiviral oral para o tratamento de Covid-19 a ser aprovado”, diz nota do governo britânico.

“Hoje é um dia histórico para o nosso país, já que o Reino Unido é agora o primeiro país do mundo a aprovar um antiviral que pode ser administrado em casa para a Covid-199. Essa será uma mudança de jogo para os mais vulneráveis ​​e imunossuprimidos, que logo poderão receber um tratamento inovador”, comemorou o secretário de Saúde e Assistência Social, Sajid Javid. O governo do Reino Unido ressalta que o medicamento, nomeado comercialmente como Lagevrio, não funciona como um substituto da vacina contra Covid-19.

A recomendação é de que o molnupiravir seja administrado logo após o resultado positivo de um teste contra a Covid-19 e durante os primeiros cinco dias de sintomas. O remédio, que reduziu em 50% a chance de internações e mortes pela doença para pacientes de risco, funciona como um inibidor da replicação do SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Ele deve ser usado exclusivamente em pacientes com fatores de risco para o desenvolvimento da forma grave da doença, como obesidade, idade avançada, diabetes mellitus e doenças cardíacas. O governo e o NHS (Sistema de Saúde do Reino Unido) não detalharam como o molnupiravir será disponibilizado à população.