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Reino Unido tem quinto dia de violentos protestos, e primeiro-ministro culpa ‘brutalidade de extrema direita’

Após ataque com faca no noroeste do país, que resultou na morte de três meninas, foram alimentados rumores de que o suspeito era muçulmano e imigrante, o que intensificou a raiva entre os grupos anti-imigração

Felipe Cerqueira

O Reino Unido enfrenta uma das maiores ondas de violência dos últimos 13 anos, com protestos violentos se espalhando por várias cidades e vilarejos da Inglaterra. O governo trabalhista de Keir Starmer está sob intensa pressão para controlar a situação, que teve início após um ataque com faca em Southport, no noroeste do país, que resultou na morte de três meninas. O ataque, ocorrido na segunda-feira (29 de julho), gerou uma série de protestos violentos, alimentados por rumores disseminados por influenciadores de extrema direita. Estes rumores alegavam que o suspeito do ataque, Axel Rudakubana, de 17 anos, era muçulmano e imigrante, o que intensificou a raiva e a violência entre os grupos anti-imigração.

Neste domingo (4), a situação piorou com ataques a dois hotéis que acolhem solicitantes de asilo. Em Rotherham, no norte da Inglaterra, manifestantes anti-imigração quebraram janelas e incendiaram um contêiner, enquanto um segundo hotel em Tamworth também foi atacado. Na cidade de Middlesbrough, centenas de manifestantes enfrentaram a polícia, lançando tijolos e outros objetos contra os agentes. Starmer condenou os ataques, chamando-os de “brutalidade de extrema direita” e prometendo que seu governo tomará todas as medidas necessárias para levar os responsáveis à Justiça. Em uma coletiva de imprensa, Starmer garantiu que os envolvidos e aqueles que incitam a violência online enfrentarão as consequências.

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A violência foi exacerbada por uma campanha organizada sob o lema “Enough is enough” (Já é suficiente), com slogans anti-imigração e islamofóbicos. . “Nas últimas duas semanas, sob o governo trabalhista, tivemos ataques com faca contra pessoas inocentes, brigas de rua com facões, distúrbios e violência em manifestações”, afirmou no X o partido anti-imigração Reform UK, acusando o Partido Trabalhista de ser “leniente com os criminosos”. Embora o governo tenha declarado que tem recursos adequados para lidar com a situação, incluindo a possibilidade de reforçar a segurança, a ex-ministra conservadora Priti Patel criticou a administração de Starmer por não conseguir manter o controle. A situação é uma crise significativa para o trabalhista, que enfrenta seu primeiro grande desafio desde o início de seu mandato, em um tema sensível relacionado à segurança e imigração.

*Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo
Publicado por Felipe Cerqueira

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