Rússia e Ucrânia trocam 84 prisioneiros de guerra

Anúncio foi feito pelo Ministério de Defesa russo e confirmado pelo governo ucraniano; segundo Zelensky, acordo incluiu tanto militares quanto civis, detidos desde 2014

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2025 11h04
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Sergey Dolzhenko/EFE/EPA O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta após uma reunião da "Coalizão dos Dispostos" no Palácio Mariinsky Zelensky afirma que 'entre as pessoas libertadas hoje estão civis detidos pelos russos desde 2014, 2016 e 2017, além de soldados que participaram da defesa da cidade portuária de Mariupol'

Rússia e Ucrânia trocaram, nesta quinta-feira (14), 84 prisioneiros de guerra, anunciou o Ministério da Defesa russo, na véspera de uma reunião de cúpula entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo americano, Donald Trump. Segundo a pasta, “84 militares russos voltaram do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, 84 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas foram entregues”.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, confirmou a troca, e disse que incluiu tanto militares quanto civis. “Entre as pessoas libertadas hoje estão civis detidos pelos russos desde 2014, 2016 e 2017, além de soldados que participaram da defesa da cidade portuária de Mariupol”, cercada pelo Exército russo em 2022, destacou. Zelensky disse que os Emirados Árabes Unidos desempenharam um papel de mediação na troca, assim como em operações similares anteriores.

As trocas de prisioneiros e corpos de soldados mortos são um dos últimos âmbitos em que Moscou e Kiev continuam cooperando, mais de três anos e meio após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia.

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As partes trocaram milhares de prisioneiros este ano, após acordos alcançados durante três rodadas de negociações diretas em Istambul, de maio a julho. As trocas foram o único resultado concreto das reuniões. No último encontro sob este formato, em julho, as duas delegações constataram o “distanciamento” de suas posições para encerrar o conflito.

*Com informações da AFP

Publicado por Nícolas Robert

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