Sob pressão, comandante da polícia boliviana renuncia

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2019 19h36
Twitter Fides / Reprodução Vladimir Yuri Calderón

O comandante da polícia boliviana, Vladimir Yuri Calderón, anunciou que também renuncia ao cargo nesta segunda-feira (11). A saída de Calderón foi anunciada pelo coronel Ruddy Uría, diretor nacional de Comunicação Social e Relações Internacionais do Comando da Polícia Boliviana. A informação é do jornal La Rázon.

“Devo informar como Diretor de Comunicação do Comando Geral que o Estado Maior solicitou a renúncia do Comandante Geral. Estamos em busca de uma liderança para normalizar nossos serviços. Entrei em contato com a equipe da UTOP, faço o pedido, precisamos normalizar nossos serviços ”, disse.

O oficial dos bombeiros, coronel José Pereyra, confirmou a renúncia de Calderón em entrevista coletiva no Comando Geral acompanhada por membros do Estado Maior da mesma linha que Uría. “Estamos assumindo o comando”, disse ele.

De acordo com a agência de notícias Fides, as polícias de base da Bolívia solicitaram a renúncia de Calderón e informaram que se reorganizarão para restabelecer a ordem pública no país.

Nesta segunda, o México aceitou conceder asilo político ao agora ex-presidente Evo Morales. Pelo Twitter, Morales pediu que o povo boliviano “cuide da paz e não caia na violência de grupos que buscam destruir o estado de direito”.

A renúncia do líder boliviano, que estava desde 2006 no poder, aconteceu após a Organização dos Estados Americanos (OEA) constatar fraudes nas eleições do dia 20 de outubro, que deram a Morales a vitória em primeiro turno.

A Bolívia enfrenta, há mais de 20 dias, uma onda de crises com protestos violentos que culminaram ao três mortes e mais de 400 detenções. Nesta segunda, o país amanhaceu com o poder esvaziada. Além de Maduro e Calderón, renunciaram também Álvaro García Linera, vice-presidente do país, Víctor Borda, presidente da Câmara de Deputados, e Adriana Salvatierra, presidente do Senado.