Torre de Pisa completa 850 anos com shows, projeções de filmes e exposições

Edificação é um exemplo fundamental do estilo românico e verdadeiro emblema da engenharia por se manter inclinada desde o início de sua construção

  • Por Jovem Pan
  • 09/08/2023 22h32 - Atualizado em 10/08/2023 16h46
NATÁLIA ZONTA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:46525 Torre de PIsa Torre de Pisa foi projetada para abrigar o sino da catedral da cidade

Uma das construções mais admiradas e conhecidas do mundo, a Torre de Pisa iniciou nesta quarta-feira, 9, as comemorações dos 850 anos do lançamento de sua pedra fundamental, ocorrida em 9 de agosto de 1173. Considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, juntamente com toda a praça do Duomo de Pisa, a edificação é um exemplo fundamental do estilo românico, em particular do românico pisano, e um verdadeiro emblema da engenharia por se manter inclinada desde o início de sua construção pela instabilidade do terreno. Para enaltecer seu legado, a cidade criou um logotipo para o 850º aniversário que será projetado no Museu da Ópera, após uma apresentação na qual replicarão os sete sinos alojados na torre. Na noite desta quarta-feira, 9, haverá também um concerto de piano do maestro Ramin Bahrami, que interpretará peças de Bach, Beethoven, Mozart e Chopin na escadaria da Catedral. Porém a celebração não para por aí, a cidade tem uma programação que se prolongará até 9 de agosto do ano que vem. Entre as iniciativa está a organização de uma exposição com pinturas, gravuras e fotografias que imortalizaram o edifício ao longo dos anos; e, neste período, ainda serão preparados concertos de música sinfônica e projeções de filmes.

“O resgate do campanário nos permite comemorar o 850º aniversário desta obra e valorizar o esforço de nossos antepassados na disposição dos monumentos da Piazza del Duomo”, disse à imprensa local o presidente da Opera Primaciale, entidade gestora do monumento, Andrea Maestrelli. Embora a Torre de Pisa agora goze de boa estabilidade, nem sempre foi assim: na década de 1990, as autoridades italianas tiveram que fechar o campanário ao público e lançaram um concurso de ideias para reforçar sua estrutura e evitar que desabasse. A primeira intervenção, que consistia na adição de contrapesos de chumbo, não resolveu o problema; daí se decidiu escavar a terra a fim de reduzir o desnível da torre e garantir a sua conservação.

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