Universidade do Egito expulsa aluna por abraçar noivo ao ser pedida em casamento

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2019 17h37
Reprodução/Google MapsA jovem foi gravada em vídeo enquanto um rapaz se ajoelha diante dela com um ramo de flores e lhe pede em casamento, e depois a abraç

A Universidade de Al-Azhar, um dos centros mais prestigiados do islã sunita, situado no Cairo, no Egito, expulsou uma aluna por abraçar seu noivo fora do campus, depois que o gesto foi divulgado pelas redes sociais e a jovem foi identificada.

O porta-voz da universidade, Ahmed Zaree, disse neste domingo (13) à Efe que o comitê disciplinar investigou o caso e decidiu que a aluna seria expulsa, embora o abraço da polêmica não tenha acontecido nas dependências da faculdade.

Zaree acrescentou que a decisão não é definitiva e que a aluna poderá recorrer no Comitê Disciplinar Supremo, que avaliará se “confirma, reduz ou retira o castigo”.

Além disso, o porta-voz explicou que a Universidade de Al-Azhar “tem um caráter especial” por ser um centro religioso e suas decisões são coerentes com “os valores da sociedade” egípcia, onde a maior parte dos cidadãos pratica o islã sunita e segue tradições conservadoras, sobretudo a respeito das relações entre os dois sexos.

Zaree insistiu na importância de impor “um castigo forte que seja coerente com os valores da universidade” para a aluna, que não teve o nome revelado.

A imprensa local a chama de “a menina do abraço” e seu caso gerou polêmica no Egito.

A jovem foi gravada em vídeo enquanto um rapaz se ajoelha diante dela com um ramo de flores e lhe pede em casamento, e depois a abraça, a levanta do chão e dá voltas com ela nos braços, celebrando desta forma seu consentimento.

Apesar de o pedido ter sido feito no campus da Universidade de Mansoura, no delta do Nilo, a aluna estuda em uma unidade da Universidade de Al-Azhar nesta mesma cidade.

A Universidade de Al-Azhar, com sede no Cairo, é uma das instituições teológicas mais renomadas e é procurada por estudantes de várias partes do mundo.

*Com Agência EFE.