Obama diz que os EUA tentaram resgatar refém americana na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 11/02/2015 00h50
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Washington, 10 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a jovem Kayla Mueller estava entre os reféns americanos capturados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) que seu governo tentou resgatar no ano passado em uma operação que não foi bem sucedida.

“Dedicamos enormes recursos (para libertar Kayla) e sempre dedicamos enormes recursos para libertar reféns e prisioneiros em qualquer canto do mundo”, afirmou Obama em uma entrevista ao site “Buzzfeed”.

“Precisamente porque temos esse compromisso, eu ordenei o desdobramento de toda uma operação, com risco significativo, para resgatá-la, não só ela, mas os outros indivíduos que também haviam sido capturados, e provavelmente não conseguimos por um dia ou dois”, acrescentou o chefe de Estado americano.

Os EUA revelaram em agosto do ano passado que tinham lançado uma missão secreta na Síria para conseguir a libertação de vários reféns, entre eles o jornalista americano James Foley, sequestrado na Síria em 2012 e decapitado em 2014, mas a missão não teve sucesso porque não se acertou em sua localização.

Obama explicou que entre esses reféns também estava Kayla Mueller, de 26 anos e que teve sua morte confirmada hoje pela Casa Branca.

O presidente defendeu a política do governo dos Estados Unidos de não pagar resgates em troca da libertação de reféns americanos no exterior. No entanto, os pais de Kayla estavam arrecadando fundos com esse fim.

Obama reconheceu que explicar aos pais de qualquer refém americano que seu governo não vai pagar um resgate por eles “é uma das coisas mais difíceis” que deve fazer como presidente, pois os familiares “querem que seus filhos estejam a salvo a qualquer custo”.

“Faremos tudo o que pudermos (para libertá-los), exceto proporcionar um incentivo para que sequestrem outros americanos”, frisou.

Obama disse que, apesar de outros governos considerarem o pagamento de resgate para organizações como o EI, os Estados Unidos se manterão firmes em sua política sobre essa questão.

“A razão é que, uma vez que comecemos a fazê-lo (pagar resgates), não só estaremos financiando o assassinato de gente inocente e fortalecendo sua organização, mas estaremos fazendo com que os americanos sejam ainda mais visados em futuros sequestros”, acrescentou.

Obama confessou que a notícia da morte de Kayla “partiu seu coração” e a descreveu como “uma jovem extraordinária, cujo grande espírito continuará vivo”.

“Quanto mais as pessoas se informam sobre ela, mais apreciam o que defendia, e o contraste que existe entre isso e a organização bárbara que a mantinha como refém”, afirmou o presidente.

Kayla é o quarto refém americano do EI que morreu, e a Casa Branca afirmou hoje que tem conhecimento de pelo menos outro cidadão do país retido no Oriente Médio, mas evitou precisar o país e a identidade de seus sequestradores. EFE

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