Obama reafirma a Hollande seu “compromisso inquebrantável” com a França

  • Por Agencia EFE
  • 24/06/2015 15h44

Washington, 24 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta quarta-feira para o presidente da França, François Hollande, e reafirmou seu “compromisso inquebrantável” com a França, após a polêmica provocada pelas revelações de que a NSA teria espionado três presidentes franceses.

Obama garantiu a Hollande que esse compromisso inclui “uma estreita cooperação em curso nos campos de inteligência e segurança”, informou a Casa Branca em comunicado.

“O presidente (Obama) reiterou que cumprimos com o compromisso que fizemos aos nossos colegas franceses no final de 2013 e não estamos intervindo e não vamos intervir nas comunicações do presidente francês”, acrescentou.

Além disso, o líder ressaltou os esforços dos Estados Unidos para ter “uma relação de inteligência produtiva e indispensável com a França”, que permita a ambas as nações “avançar contra ameaças comuns, incluído o terrorismo internacional”.

O constrangimento entre os dois países voltou à tona após o jornal “Liberatión” e o site “Médiapart” divulgassem documentos vazados pelo Wikileaks que mostram que o serviço secreto americano Agência de Segurança Nacional (NSA) grampeou, pelo menos entre 2006 e maio de 2012, os presidentes franceses nesse período, Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Edward Price, havia dito ontem à Agência Efe que os Estados Unidos não realizam nenhuma atividade de vigilância no exterior, salvo por razões específicas e de segurança nacional, embora não tenha feito referência a possíveis espionagens durante os anos que as publicações foram indicadas.

Enquanto isso, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, ressaltou hoje que os Estados Unidos violou a confiança de seu país e pediu que reparem “o prejuízo causado por essa prática inaceitável”.

Na sessão de controle ao governo na Assembleia Nacional, Valls tachou essa espionagem de “muito grave e anormal entre Estados democráticos aliados”, e considerou que “não é legítimo” esse tipo de vigilância “em nome de interesses nacionais”. EFE