Pelo menos 43 policiais morrem em enfrentamento com rebeldes nas Filipinas

  • Por Agencia EFE
  • 26/01/2015 12h48

Manila, 26 jan (EFE).- Pelo menos 43 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas em enfrentamentos entre as forças de segurança e rebeldes da guerrilha muçulmana no sul das Filipinas, indicaram nesta segunda-feira os meios de comunicação locais.

O subdiretor da polícia filipina, Leonardo Espinho, explicou que os agentes, das forças especiais, morreram no domingo após uma emboscada da Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) e os Lutadores pela Liberdade Islâmica do Bangsamoro na província de Maguindanao, segundo o jornal “Inquirer”.

O choque aconteceu depois que os policiais detiveram Zulkifli Hir, conhecido como “Comandante Marwan”, um analista malaio em explosivos do grupo terrorista Jemaah Islamiya sobre o qual pende uma recompensa por sua captura de US$ 5 milhões e ao qual é culpado dos recentes ataques na zona.

Espinho indicou que o comando foi atacado pelos dois grupos rebeldes após prender o procurado terrorista, que acreditam que também morreu na emboscada na cidade de Mamasapano, cerca de 960 quilômetros ao sul de Manila.

O governo e o FMLI selaram um acordo de paz em março de 2014 após 45 anos de conflito que poderia ser afetado após este violento incidente.

Apesar do histórico acordo de paz assinado entre o governo filipino e a Frente Moura de Libertação Islâmica, vários grupos rebeldes permanecem ativos no sul muçulmano das Filipinas.

Representantes do governo e do grupo islâmico iniciaram uma série de conversas informais para tentar diminuir a tensão e prevenir uma escalada de combates.

Entre 100 mil e 150 mil pessoas, pelo menos 20% delas civis, morreram em quatro décadas de conflito separatista islâmico nas Filipinas, que além disso paralisou o desenvolvimento de uma região rica em recursos naturais e empobreceu a população. EFE

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