Pelo menos 52 menores sírios morreram dentro das fileiras do EI em 2015

  • Por Agencia EFE
  • 15/07/2015 10h05

Beirute, 15 jul (EFE).- Pelo menos 52 menores de idade sírios morreram desde o começo de 2015 após serem recrutados em seu país pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG contou estas vítimas, todas elas menores de 16 anos, desde a aparição em janeiro da primeira “promoção” dos chamados “filhotes do califado” até a passada meia-noite.

Esse primeiro grupo de menores foi enviado no dia 25 desse mês a lutar no enclave curdo sírio de Kobani.

Do total de 52 mortos, pelo menos oito perderam a vida em atentados suicidas cometidos por eles mesmos com carros-bomba.

Os últimos foram três adolescentes que perpetraram ataques no dia 6 contra as forças curdas nas províncias setentrionais de Al Hasaka e Al Raqqah.

O Observatório ressaltou que apenas durante este mês de julho morreram 31 “filhotes do califado” de nacionalidade síria em combates, atentados e pelos bombardeios da aviação do regime sírio e da coalizão internacional contra o EI.

A esses mortos se somam dois filhos de jihadistas estrangeiros, indicou a fonte, que não descartou que o número de baixas em julho seja superior porque há informações não confirmadas de que poderia haver mais dezenas.

Há seis dias, a ONG que conta com uma ampla rede de ativistas no terreno, revelou que o EI tinha recrutado mais de 1,1 mil menores neste ano na Síria.

A organização radical começou a envolver de forma notável crianças na batalha no começo de 2015, depois que as autoridades turcas aumentaram as medidas de segurança para evitar a infiltração de jihadistas estrangeiros nas zonas fronteiriças entre Síria e Turquia.

As crianças e adolescentes foram protagonistas de vídeos do EI, nos quais assassinavam prisioneiros.

O último foi divulgado em 4 de julho e mostrava como jovens, aparentemente menores de idade, matavam com disparos na cabeça 25 soldados das forças do regime sírio no teatro romano da cidade monumental de Palmira, conquistada pelo EI em maio. EFE