Pentágono prevê reduzir o exército a níveis prévios à Segunda Guerra Mundial

  • Por Agencia EFE
  • 24/02/2014 16h23

Washington, 24 fev (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou nesta segunda-feira uma drástica redução nas tropas do exército que deixará essa força com entre 440 mil e 450 mil militares, o nível mais baixo desde 1940.

Hagel fez a proposta hoje em entrevista coletiva na qual detalhou o orçamento de Defesa para o ano fiscal 2015 e os planos de futuro após 13 anos de guerras de ocupação no Afeganistão e no Iraque, o período bélico mais longo da história americana.

“Este é o primeiro orçamento em 13 anos de guerra que reflete em sua totalidade a transição no Departamento de Defesa”, declarou Hagel em entrevista coletiva para apresentar estas recomendações de despesa à Casa Branca.

O Pentágono já tinha antecipado que o número de soldados do exército passaria dos 520 mil atuais aos 490 mil, mas Hagel anunciou que esse nível será ainda mais baixo e poderia reduzir-se até 420 mil militares se voltarem a ser executados cortes orçamentários em 2016 para conter o déficit.

O orçamento de Defesa será apresentado no dia 4 de março e estará dotado com US$ 496 bilhões, um nível que respeita o teto de despesa fixado pelo Congresso, e que será completado com US$ 26 bilhões adicionais autorizados pela Casa Branca para manter treinamentos e manobras.

O exército, que sofreu o peso das operações no Afeganistão e Iraque, experimentou desde 11 de setembro de 2001 um aumento de seu pessoal até 570 mil militares e agora passará a níveis prévios à Segunda Guerra Mundial.

O orçamento se moderou no final da Guerra do Iraque, que começou em 2003 e terminou no final de 2011, e a iminente retirada do Afeganistão no final deste ano, o que marcará o fim da guerra de ocupação mais longa na história dos EUA.

Para esta nova época o Pentágono prevê mais recursos para o desenvolvimento de aeronaves não tripuladas (drones), ciberdefesa e desenvolvimento de novas tecnologias para manter a hegemonia em tecnologia militar frente à emergente China. EFE