PIB dos EUA cresce menos que previsto no 4ºtri, mas consumo sobe forte em 2015

  • 29/01/2016 12h51
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A economia dos EUA cresceu à taxa anualizada sazonalmente ajustada de 0,7% no quarto trimestre do ano passado, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio, em um sinal de ritmo ainda frágil em meio à fraqueza global e às turbulências nos mercados financeiros. No terceiro trimestre a expansão anualizada havia sido de 2,0% e no segundo trimestre, de 3,9%.

Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam alta de 0,8% no PIB do quarto trimestre. A leitura conclui mais um ano de crescimento firme, porém não espetacular. Em todo o ano de 2015, o PIB cresceu 2,4%, o mesmo ritmo de 2014 e praticamente em linha com a média de 2,1% desde 2010, o primeiro ano de desempenho positivo da economia depois da crise global de 2008.

Os dados mostraram que os investimentos em estoques, comércio e negócios foram um peso sobre a economia durante o quarto trimestre. Os estoques podem ser voláteis, mas a queda nas exportações líquidas é reflexo de um dólar forte e da fraqueza na economia global, embora não necessariamente de uma redução da demanda interna.

Por outro lado, os gastos com consumo pessoal, que correspondem a mais de dois terços da produção econômica norte-americana, tiveram desempenho forte. Embora a alta de 2,2% no quarto trimestre tenha sido menor do que a de 3,0% registrada no terceiro trimestre, em todo o ano de 2015 houve aumento de 3,1%, o maior em uma década.

Os investimentos fixos não residenciais, uma medida dos gastos das empresas, recuaram 1,8% no quarto trimestre, à medida que as companhias reduziram estruturas e equipamentos. No setor de energia os gastos foram especialmente limitados pelos baixos preços das commodities – os investimentos em mineração e poços diminuíram 35% em todo o ano passado, a maior queda em quase três décadas. Já os investimentos residenciais, como construções de moradias novas e reformas, aumentaram 8,1% no quarto trimestre. O mercado imobiliário teve em 2015 um dos melhores desempenhos desde a última recessão. Os investimentos gerais do governo também subiram.

Os gastos federais não ligados a defesa cresceram 1,4% e com defesa aumentaram 3,6%. Em nível estadual e local, os gastos caíram 0,6%. Fonte: Dow Jones Newswires.