8 de Janeiro: Moraes vota pela condenação de 5 coronéis da antiga cúpula da PM-DF
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou seu voto, nesta sexta-feira (28), favorável à condenação de cinco integrantes da alta hierarquia da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF). O grupo é julgado por omissão e falhas operacionais que permitiram a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de Janeiro de 2023.
A análise do caso ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte e tem previsão de encerramento no dia 5 de dezembro. Além do relator, participarão da votação os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Penas e crimes
Para os cinco oficiais de patente mais alta — todos coronéis —, Moraes propôs uma pena total de 16 anos, dividida em 13 anos e meio de reclusão e dois anos e meio de detenção, além do pagamento de multa. O voto também prevê a perda dos cargos públicos.
O ministro considerou os réus culpados pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Os oficiais alvos do pedido de condenação exerciam funções de chefia estratégica no dia dos ataques:
-
Fábio Augusto Vieira: então comandante-geral da corporação;
-
Klepter Rosa Gonçalves: subcomandante-geral na data (assumiu o comando posteriormente);
-
Jorge Eduardo Barreto Naime: coronel que chefiava o Departamento de Operações;
-
Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: coronel e subchefe do Departamento de Operações;
-
Marcelo Casimiro Vasconcelos: coronel responsável pelo policiamento na região da Esplanada dos Ministérios;

Imagem dos ataques de 8 de Janeiro de 2023 em Brasília, também chamados de atos golpistas de 8 de Janeiro
Absolvição de patentes menores
Embora tenha sido rígido com a cúpula estratégica, Alexandre de Moraes votou pela absolvição de dois réus de patentes inferiores: o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins.
Na justificativa do relator, o major atuava apenas como executor tático, sem poder de decisão sobre o planejamento global. Já em relação ao tenente, o ministro destacou que o oficial coordenou ações efetivas que auxiliaram na retomada do controle do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Acusação e defesa
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que houve uma omissão proposital por parte da liderança da PM, apontando falhas no efetivo policial e mensagens trocadas entre os envolvidos que indicariam alinhamento ideológico com os atos antidemocráticos.
As defesas dos sete policiais negam qualquer conduta omissiva ou criminosa, tendo solicitado a absolvição de todos os envolvidos durante a fase de alegações finais.
[jp-related-posts ids=”2082475,2082457″]
Assuntos
continue lendo
Política
Mendonça demorou 9 dias para decidir sobre Wagner, mas 75 no caso de Castro, diz PF
Documento da Polícia Federal (PF) aponta diferença de prazos de análise de medidas cautelares contra políticos de diferentes espectros
- Em resposta a Fachin, PGR abre investigação para apurar se investigação de PF contra Moraes é ilegal Matheus Alleoni · há 2 horas
- Em meio a crise, STF reforça esquema de segurança para o 7 de Setembro Estadão Conteúdo · há 2 horas
- TSE aprova oito candidaturas à Presidência; saiba quais Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Candidato ao governo do DF, José Arruda entra com recurso contra inelegibilidade Jovem Pan · há 3 horas